Nós, os intolerantes

Estive dando uma lida nos diversos sites de revistas, jornais e blogs. Inclui em meu roteiro até mesmo a dita imprensa governista, ou chapa branca, se assim preferirem. Verifico em todos os locais artigos e matérias bradando contra a corrupção, cada qual dando seu contorno e ótica. Esse lamaçal nos afasta da política!

Há alguns dias observei uma discussão em um fórum da internet, nela alguns atacavam ardorosamente os governos petistas, e em sua defesa havia uma militante – quase histérica – a defender com unhas, dentes e todos os clichês possíveis, mesmo os mais toscos e já enterrados pela avalanche dos fatos. Penso comigo: quem é probo e tem isso bem definido em sua personalidade, em hipótese alguma deve aceitar ou minimizar ilicitude, independente do autor, credo, filiação, etc. Mas a militância sempre ignora fatos e se utiliza de uma moral seletiva, torpe e rasteira – seja ela da situação ou da oposição.

Não defendo este ou aquele governo, pelo contrário! Já fui chamado de capitalista, anarquista, fascista, direitista e até mesmo, petista. Sempre dependendo da posição ideológica do oponente.

Eu não sou da torcida adversária, assim como diversas pessoas que me cercam e coadunam os mesmos valores morais e éticos. Apenas nunca aceitei a lógica de que os fins justificam os meios. Não podemos tolerar desvios – de qualquer natureza – de pessoas imbuídas de autoridade e responsabilidade públicas. Até mesmo uma recusa ao exame do bafômetro. Qualquer tipo de impropriedade cometida deveria ser agravante devido ao cargo ocupado, não o contrário!

Li há pouco uma frase – atribuída à nossa presidente – com o seguinte teor: “pelo fato que é do PT não significa que esteja certo. Pelo fato de ser da oposição não significa que esteja errado”. A governante tem razão, e se continuar sua “faxina”, tem meu apoio. – atitude que seu antecessor nunca tomou, frise-se. Órgão público deveria ser ocupado por gente idônea e competente, não por apaniguados políticos, estúpidos e corruptos!

Há uma corrente que cresce a cada dia, completamente intolerante com a política. Não temos mais norte moral, ele sucumbiu aos anos do lulopetismo. Os poucos seres honestos e decentes que possuímos, começam a não enxergar mais luz no fim do túnel.

Nós, intolerantes com a corrupção, estamos órfãos de representantes nas casas legislativas de nosso país. O momento é grave, é de falência completa de valores cívicos e morais. Praticamente todas as esferas de nosso Leviatã estão podres. Já estou sendo repetitivo neste discurso, mas é o único que me resta.

Ao deixarmos de tolerar a corrupção, criamos um Estado dentro do próprio Estado. Afinal, se o ente maior não nos supre em nossas necessidades, tentamos nos imunizar ao seu contágio maléfico e tendemos a ignorá-lo por completo. Só resta saber quem perde mais nesta equação. Ainda é cedo para dizer, mas ninguém pode nos culpar por não tentar . . .

 

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