A juventude em Portugal, a liberdade e a nova economia

A juventude em Portugal, em linha com as diversas partes do mundo, está cada vez mais em contacto global, através da inserção nas comunidades de relacionamento da  internet, chats, entre outras formas de interação propiciadas pelas tecnologias da informação. Também está consciente dos desafios da sociedade, como a busca de trabalho, mais consciente da importância de participar ativamente da sociedade, através de movimentos como a Geração à rasca. Este tem por objetivo melhorar as condições de vida dos jovens, e que existe em outros países europeus, como o Reino Unido e a Espanha. Por outro lado, ainda persistem alguns vícios, sejam legais como ilegais, como as drogas e o fumo. A chamada “Geração à rasca” é um exemplo do aumento do interesse dos jovens pela economia e a política, principalmente devido ao alto desemprego na sua faixa etária e os baixos salários, quando os conseguem, seja licenciado ou pós-graduado.

De acordo como o Grupo Markest, pode-se definir os jovens, entre os 15 e os 24 anos, um grupo de indivíduos com ocupação majoritariamente estudante e adeptos das novas tecnologias, na sua maioria usam jeans, frequentam discotecas, praticam esportes e curtem férias na praia. Distinguem-se sobretudo em comportamentos ligados à informação: leitura de livros, aquisição de CD’s e aquisição de filmes de vídeo.

Os jovens portugueses são os europeus mais interessados em notícias relacionadas com ciência e tecnologia, de acordo com um inquérito sobre a atitude dos jovens face à ciência divulgado em Bruxelas pela Comissão Européia em 2009. Cerca de 86% dos jovens portugueses afirmam-se interessados em acompanhar o noticiário sobre ciência e tecnologia, o valor mais elevado na União Européia, onde em média o interesse atinge 67% dos jovens. Os jovens portugueses são os segundos mais interessados em “novas invenções e tecnologias” (que suscita “muito interesse” em 66% dos inquiridos, valor apenas suplantado pelos lituanos), “tecnologias da informação e comunicação” (60%, também ligeiramente atrás da Lituânia) e “Terra e ambiente” (61%, valor que fica apenas atrás da Grécia). Em contrapartida, os jovens portugueses são dos europeus menos interessados em seguir notícias sobre política (35%, o quinto valor mais baixo da UE) e economia (41%, o sexto valor mais baixo). Mas este cenário está a mudar com as dificuldades de encontrar um trabalho, como vimos.

Outro desafio, que está ligado a política e a economia, pois muitas vezes é um meio artificial de fuga da realidade ou controle da ansiedade, são os vícios.

Neste contexto insere-se a importância da liberdade, dos jovens saberem fazer as escolhas certas de forma consciente. No mês passado ocorreu a morte de Amy Winehouse, uma jovem cantora com talento, mas com certos hábitos que a fizeram sair dos trilhos, foi buscar aparências de felicidade e prazer, influenciada também pelo ambiente. Dependemos uns dos outros, daí a importância de fazermos a diferença sendo autênticos, e não ter mentalidade de rebanho, parcial, a qual está presente nos mais diversos ambientes, representados por velhos vícios e hábitos.

O nosso corpo é algo sublime e toda interação através dele é potencializada se soubermos dar o devido valor. Certos costumes de hoje pertencem a estados de selvageria existentes. Nada melhor será possível se não deixarmos de ter certos hábitos nocivos em relação a nossa organização social e nos tornemos realmente seres humanos. Quando a grande maioria desejar obter um ponto de vista mais elevado, estabelecerão uma sociedade de fraternidade e harmonia, pois são mais numerosos e possuem o poder. É bem verdade que querem mais agora, mas apenas aquilo que serve ao prazer animal, então a organização social permanece no estágio em que está. Quando começarem a evoluir no plano mental e, mais do que a ostentação pela retórica, solicitar tudo o que serve à vida da mente e da alma, a sociedade passará de nível imediatamente na organização social. Este raciocínio serve, por exemplo, aos antros de vícios, tanto os legais como os ilegais, círculos viciosos penosos para sair, a que os jovens estão mais propensos a entrar. Se a maioria das pessoas deseja, é necessário que existam, até a sociedade ultrapassar este nível, assim como ultrapassou a época das cavernas. Neste sentido, estamos no caminho para tornar a sociedade pronta, não apenas alguns indivíduos, jamais decadente.

E os jovens, tanto em Portugal como no Brasil e no mundo, estão a perceber, através das diversas ferramentas da tecnologia da informação existentes na atualidade, que somos todos cada vez mais interdependentes, que desejamos uma sociedade baseada na partilha, na harmonia e na abundância. E que a mudança depende da liberdade de escolha de cada um, a importância de pensar por si o que é melhor.

É fato que hoje a sociedade possui uma extensa variedade de bens e de conforto. Isto já é uma grande evolução. Mas o objetivo é que todos possuam o alimento da alma e do corpo, com abundância. Este é um desejo inerente as pessoas como sociedade, e dos jovens em particular, e por isso as constantes transformações sócio-econômicas até chegarmos a este patamar. A sociedade caminha para ficar pronta sob um nível mais elevado, e os jovens estão a contribuir para que cheguemos lá. E instrumentos como a democracia, a economia de mercado, o estado de direito e busca das liberdades individuais nos auxiliam a fazer agora a sociedade que todos aspiramos.

 

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