Sábado, 3 de dezembro de 2016
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A transformação do jornalismo

A chegada da internet, juntamente com o advento de novas formas de comunicação e acesso têm transformado a vida de todos desde o começo do milênio e mudado de forma irreversível inúmeros setores e mercados.

Assim como no setor de telefonia, de tecnologia, de agência de viagens, varejo e até mesmo no setor de transporte, e o Uber está aí para ninguém duvidar, no jornalismo não foi diferente. Experimentamos uma era onde todos passaram a ter poder de noticiar algo, de produzir conteúdo e, principalmente, de publicar. Passamos a ser chamados de “cidadãos repórteres” com capacidade irrestrita de tornar público qualquer tema, fato ou acontecimento, a qualquer momento do dia, em tempo real. Passamos a
viver na era da liberdade total de expressão, sem filtros, barreiras ou impeditivos.

Sites, blogs, microblogs, páginas, comunidades, redes, portais, espaços que rapidamente passaram a fazer parte do vocabulário de qualquer cidadão com mais de nove anos de idade. Isso mesmo, 9, 10 anos de idade. Os You Tubers mirins são exemplos cada vez mais presentes no nosso dia a dia.

Mas, esta oferta irrestrita de informação tem causado alguns transtornos. E um dos principais é saber separar o joio do trigo, o boato da verdade, a versão do fato propriamente dito. E é neste espaço que o jornalismo de qualidade volta à cena. Nunca houve tanta oferta de informação. Ao mesmo tempo, nunca a demanda por notícias de qualidade, checadas, bem apuradas, feitas com o maior rigor jornalístico teve tanto espaço para crescer.

Veículos tradicionais de comunicação, já adaptados ao mundo digital, voltam a apresentar recordes de acessos em suas plataformas. E novos formatos de apresentar a notícia são experimentados a cada dia.

A novidade que confirma a real transformação do jornalismo neste milênio é o aparecimento de novos veículos, novas empresas jornalísticas, que surgem a partir do espaço proporcionado pela tecnologia da informação, comprovando que notícia de qualidade tem um grande espaço a ser explorado.

Tive a alegria de conhecer mais de perto duas destas iniciativas, que embora um pouco distintas entre elas, têm em comum o vigor do novo e o entusiasmo de profissionais que decidiram empreender em prol do jornalismo. Os criadores do jornal digital Nexo e da Lupa, primeira agência de checagem do grau de veracidade das informações que circulam pelo país, além de outras tantas iniciativas recentes, são exemplos de veículos que prezam pela independência e pluralismo de ideias. Uma grande vitória da liberdade de expressão que vivenciamos no Brasil.

E é neste ambiente de plena liberdade que o jornalismo de qualidade floresce, mostrando toda a sua pujança e entusiasmo. É também neste ambiente que a democracia se fortalece e a sociedade a maior beneficiada.

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