Antonio P. Mendonça: A culpa não é do carro, nem do cachorro

Quantas vezes você já foi vítima de uma manobra arriscada feita por alguém dirigindo um imponente SUV branco? Eu já escrevi, a culpa não é do SUV, nem da cor,  é do motorista do SUV, invariavelmente, alguém sem noção, que porque tem dinheiro acha que pode fazer o que quiser.

É que o apavorante “você sabe com quem está falando?” ainda é usado sem cerimônia porque tem gente que imagina que pode, sem perceber que o país mudou e que imbecilidades deste tipo não colam mais.

Lamentavelmente, isso se repete com cães. É importante ficar claro que a culpa nunca é do cão. O cão é treinado ou não é treinado para fazer alguma coisa. Os acidentes acontecem ou porque o dono acha que seu cão foge do padrão, ou porque alguém acha que pode desafiar o cão.

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Pode acabar mal, mesmo não acontecendo nada durante anos. Graças a Deus as situações em que acontece alguma coisa mais séria não são a rotina. Na maioria das vezes não acontece nada mais sério, o que não quer dizer que não possa acontecer. Como, lamentavelmente, acontece, com mais frequência do que se imagina.
Quantas brigas de cachorros indicam que a coisa pode ir mais longe e que um descuido pode ter consequências trágicas?

Uma vez, uma amiga foi com sua filha e o cachorrinho da menina numa lanchonete e o Rottweiler da pessoa da mesa ao lado, que estava deitado quieto, de repente, sem qualquer aviso se levantou e com uma mordida matou o cachorrinho.

Isso pode acontecer com gente também. O fato do cachorro nunca ter atacado não quer dizer que não vá atacar. Se você tem um cachorro que pode atacar ande com ele na coleira. Não brinque de motorista que acha é só porque tem SUV importado. Pode acabar muito mal. E aí “desculpa, foi um acidente, ele é manso e nunca fez isso antes” não vai adiantar.

Fonte: “Estadão”, 05/09/2017

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