Brasil deve consumir mais energia elétrica em 2010

A manutenção das elevadas taxas de crescimento mês a mês e a revisão da projeção de expansão da economia ampliaram a expectativa de consumo

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) elevou nesta quarta-feira a previsão de aumento no consumo de energia no Brasil neste ano de 7,7% para 8,1% em relação a 2009, para 420 mil gigawatts-hora (GWh). De acordo com a empresa vinculada ao Ministério das Minas e Energia, a nova previsão é resultado do comportamento do mercado de energia elétrica nos primeiros três trimestres do ano, da estimativa de que a economia brasileira crescerá entre 7% e 7,5% e da expectativa de sustentação da produção industrial.

Segundo a EPE, o consumo industrial deverá apresentar o maior crescimento neste ano, de 10,7% em relação a 2009, enquanto o residencial deve avançar 6,%. O consumo comercial deve aumentar 6,3%. No acumulado do ano até setembro, o consumo de energia elétrica no Brasil cresceu 9% em relação ao ano anterior, totalizando 312.020 GWh. Apenas no mês passado, o consumo atingiu 35.466 GWh, o que representa uma alta de 7,1% ante setembro de 2009.

Segmentos – A indústria, mais uma vez, apresentou o maior crescimento mensal no consumo de energia: de 8%, para 15.786 GWh, o terceiro maior valor do ano. No acumulado de 2010, as indústrias já consumiram 12,3% mais energia em relação ao período entre janeiro e setembro do ano passado. O consumo residencial, por sua vez, cresceu 5,8% em setembro, para 8.904 GWh, e 7% no acumulado do ano. Para a EPE, o avanço nesse segmento deve-se à taxa de desemprego relativamente baixa e à expansão do crédito. Já o consumo comercial foi de 5.643 GWh no mês passado, alta de 6,4% ante o mesmo período do ano anterior.

Regiões – Quando considerado o consumo por regiões, o Sudeste se destaca, com expansão de 8,1%. Responsável pelo consumo de mais de 50% da energia do país, a região apresentou crescimento inferior somente à Norte, onde a alta no consumo foi de 9,1%. Em seguida apareceram as regiões Centro-Oeste (6,2%), Nordeste (5,4%) e Sul (5,3%). Quando considerado apenas o mercado do Sudeste, o consumo industrial teve alta de 10,1% em setembro, ante o mesmo período do ano passado. Na região Centro-Oeste, por outro lado, foi reportado o menor crescimento de consumo na classe industrial: 0,8%.

(Com Reuters e Agência Estado)

Fonte: Revista Veja 31/10/10


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