“A menor minoria de todas é o indivíduo; aqueles que negam direitos individuais, não podem alegar serem defensores de minorias.” (Ayn Rand)

Em artigo recente no jornal Valor Econômico (“Altura e desempenho no mercado de trabalho”), Naércio Menezes Filho mostrou que a altura tem correlação com o salário: “Mesmo entre pessoas com o mesmo nível educacional, as mais altas ganham mais. Os dados mostram que 1% a mais de estatura entre os homens, eleva o salário em cerca de 2%”. Mas o próprio autor reconhece que correlação pode não ser causalidade, lembrando que a explicação mais plausível é que “a altura das pessoas está refletindo, em parte, as condições sócio-econômicas de suas famílias na infância e até no ambiente uterino”. Ainda assim, ele afirma que “não se pode descartar a possibilidade de discriminação contra os mais baixos no mercado de trabalho, assim como ocorre com as mulheres e os negros”.

Creio que isso é o suficiente, no momento atual em que vive o país, para se criar um movimento em prol das cotas para os baixinhos. A primeira medida, entretanto, deve ser a mudança do termo, para se adaptar à era do politicamente correto, onde eufemismos predominam. Logo, “baixinho” não parece um adjetivo adequado, tampouco “nanico” seria desejável. A luta deve ser pelas cotas dos “verticalmente prejudicados”, assim como “negros” viraram “afro-descendentes”, mesmo que inúmeros descendentes da África possam ser brancos. Esses detalhes não vêm ao caso. O importante é criar um novo privilégio, pois essa é a demanda da mentalidade brasileira: o governo vai solucionar todos os males do mundo com uma canetada milagrosa. Baixinhos do mundo todo, uni-vos!

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3 comments

  1. Sandro Vaia

    Anita Lucchesi

    Ah, nessa eu tenho que entrar! ¬¬

  2. Gerson Alves de Souza

    Quando conveniente, a estatística é um excelente martelo…

    Incrível, eu não sabia que houve escravos brancos trazidos da África…tenho que voltar aos bancos escolares urgentemente, pois perdi muito conteúdo…tá vendo criançada, matar aula para jogar futebol, dá nisso!

  3. Cristina Camargo

    Ler o artigo sem entender (ou fingindo não ter entendido) dá nisso: comentário sem sentido.