É grande o retrocesso político em alguns países da América Latina (AL). Num ciclo de democratização ainda não consolidado, iniciado na década de 80, surge a presença cada vez mais forte do populismo. O fenômeno, onipresente no cenário político venezuelano de Chávez e boliviano de Morales, com forte expressividade na Argentina de Kirchner, ameaça também o futuro de países como México, Peru e Brasil. O populismo não é novo, mas a atual onda tem componentes singulares.

A forte carga autoritária do velho populismo associado a setores reacionários do militarismo latino-americano, característica da atuação de Vargas e Perón, por exemplo, foi repudiada pela maioria dos intelectuais. Mas esse passado foi esquecido e o populismo retorna prestigiado. O retrocesso tem, portanto, duas caras: votos para populistas em vários países da AL e legitimidade ideológica no campo democrático – uma confusão entre democracia e populismo extremamente prejudicial aos processos democráticos em andamento no continente. O elogio ao populismo não é justificado com os mesmos argumentos antidemocráticos do passado. Ao contrário, a sua retórica democrática é que preocupa. Na AL, o populismo tem sido associado ao apoio de grandes massas da população, mas nunca foi pensado, como agora, como ferramenta para a construção das bases da democracia política. O antigo populismo foi construído como reivindicação de direitos sociais antes que políticos. Mas o elogio atual inverte isso: o fenômeno ganha novo conceito, função de sua suposta racionalidade política. Agora o populismo aparece construindo a democracia! Por meio dele, os “excluídos” entrariam no sistema politico democrático. O grande desafio da democracia é criar oportunidades para que todos os habitantes do país se tornem cidadãos. Mas será que o populismo e os processos políticos detonados por lideranças como Perón, Vargas, Chávez, Morales e Kirchner criam cidadania? A política supõe certo grau de inimizade entre os atores que disputam o mesmo espaço, sem dúvida. Os atores que constroem e consolidam a democracia, no entanto, não são aqueles que enfrentam seus adversaries sempre como inimigos, como é o caso dos populistas. Por isso, não existe populismo de centro. O fenômeno populista emerge e se fortalece nos extremos do espectro, em que a preeminência da noção de inimigo é maior.

A democracia, por outro lado, só é possível a partir da lógica contrária à do inimigo: um palco de ação comum e de relativa confiança entre os diversos atores. Nos anos 60, Roberto Campos mostrava a AL como terra fértil para o surgimento de dois protagonistas funestos para o desenvolvimento da democracia: o demagogo e o extremista, ambos pretendendo resolver todos os problemas com fórmulas sedutoras e rápidas. A ampla maioria dos atores políticos do continente reivindica hoje a ideia de democracia, é verdade, mas os que antes agiam separadamente contra a democracia agora estão juntos numa convergência “democrática” de demagogos e extremistas de esquerda, fruto do fracasso histórico da revolução socialista no mundo. A democracia promete procedimentos para, principalmente, garantir as liberdades econômicas e políticas; ela nunca foi sedutora, nem pode ser. Mas para o populista ser sedutor é fácil: ele gasta o que não produz e culpa os outros quando a festa acaba. O populismo sempre foi contrário à economia de mercado, vendendo a imagem de que as riquezas são fruto do Estado e, assim, ninguém parece ter de fazer esforço maior para melhorar de vida. Se algo vai mal, a culpa é do capitalismo e do imperialismo! A sedução dos discursos de demagogos e extremistas deriva, em grande parte, desse superficialismo. As promessas da democracia, ao contrário, são de igualdade de oportunidades para os cidadãos cuidarem de seu destino de acordo com seus méritos. O antigo populismo não prejudicava a democracia com seu fracasso. Ela surgia como sua alternativa. Hoje, porém, as experiências populistas afetam negativamente as democracias que as albergam. Quando chega ao governo, o populista que prometeu solução imediata de todos os problemas da nação terá de cometer violências contra o sistema institucional estabelecido. Esses governos terão de queimar etapas para justificar sua existência entre uma eleição e outra (não seria esta a melhor explicação para a corrupção inesperada e desmedida do governo Lula?). E que acontece com a cidadania quando se banalizam as instituições? Acontece que não se geram cidadãos, mas maiorias desprovidas de consciência a serviço das elites do momento. A utopia populista não se preocupa com o aumento da produtividade da economia nem com a criação de um Estado eficiente, neutro e previsível.

Nesse sentido, se existe algo que os populistas não sabem nem querem fazer é cuidar do Estado. Para eles o Estado é sempre um butim de guerra! Como o que conduz os movimentos populistas ao poder é a lógica da guerra, o Estado só pode ser enxergado como patrimônio do vencedor. O assistencialismo clientelista, a tributação excessiva, a multiplicação dos cargos de confiança para os militantes, a apropriação indevida de recursos e outros casuísmos e violências jurídicas destinados à perpetuação no poder são evidências de que o avanço do populismo está intimamente associado à decadência do Estado e do livre mercado. Quanto mais fracas são as instituições de um país, mais exposto ele fica à aventura populista. Quanto mais avança o populismo, mais se enfraquecem as instituições. Como quebrar esse círculo vicioso? Defendendo o princípio da liberdade com a maior firmeza possível contra as aventuras coletivistas do populismo. O populismo de ontem era coletivista de direita, hoje é coletivista de esquerda, mas o que está em jogo sempre são as liberdades políticas e econômicas dos cidadãos.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 12/02/2006

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1 comment

  1. Independente

    1- A democracia real, ainda é um ideal não atingível; e, até então, não existe no mundo sistema algum que sirva de base, ideia, regra ou senso de comparação para avaliação de valor universal de plena, e verdadeira democracia; e, nem pode existir; pois, temos que chegar em sua essência e ver a quem se beneficia. Para a aristocracia grega da antiguidade existia a mais ampla “democracia”, porém, para os escravos, os oprimidos, os explorados, os indigentes, os destituídos e excluídos (que eram a absoluta maioria), a democracia era somente uma palavra vazia.
    A organização política, ou governo do povo, pelo povo e para o povo, que se funda na soberania popular e na distribuição equilibrada do poder; e, que para fortalecer o processo de democracia, tem que agir de maneira continuada e esforçada a fim de atingir um resultado que beneficie, ou tome em consideração os interesses reais da maioria. E, não pode ficar em primeiro lugar, preservando, assegurando ou garantindo o domínio político de classe de uma minoria privilégiada.
    E, além disso, a organização política de todo o povo, não pode perseverar como regime infenso à evolução das instituições sociais; e, nem deve tampouco, servir como fulcro para a salvação de regime político organizado hostil a inovações políticas e sociais; que não seja comprometido com as mudanças que aspirem aos aprimoramentos, ou à renovações que beneficiem a absoluta maioria da população.
    A organização política, ou governo do povo, pelo povo e para o povo, não pode apenas servir ardilosamente de base ou fundamento na escolha por meio de pleitos ordinários de venais e falazes mandatários representantes profissionais matreiros, que com léria intrujam e que nada dizem respeito de exprimir, ou resguardar os interesses da maioria.
    A doutrina ou regime politico fundamentado nos princípios da soberania popular e na distribuição equilibrada do poder, não pode apenas servir como embuste para legitimar pleitos desleais, que asseverem o domínio político dos interesses das instituições que defendem a estrutura econômica que privilegia a parte menos numerosa da sociedade; a qual usa do poder econômico, para efetivar ou autopromover seus venais mandatários representantes profissionais matreiros, apaniguados e populistas.
    A organização política de todo o povo, ou governo do povo, pelo povo e para o povo, tem que trabalhar em defesa dos interesses da maioria absoluta da população; objetivando sempre a realização de uma aplicação sensata da atividade racional na produção dos bens materiais e espirituais, a fim de que a absoluta maioria possam conquistar ou alcançar os benefícios e oportunidades indispensáveis de que precisam.
    E, não obstante, os meliantes, desleais, capciosos mandatários representantes profissionais matreiros que procedem politicamente estimulando as paixões populares em busca de vantagens políticas pessoais; ou que apegam-se às tradições e rejeitam todo tipo de inovações politicas e sociais; e, que passam sempre a fingirem enganando a absoluta maioria com falsas devoções e conchavos fraudulentos, conluios e negociatas; ou atitudes politicas que consistem em fazer promessas de realizações maravilhosas para criarem uma situação de expectativa e esperança para iludirem a maioria do povo.
    A absoluta maioria, que é constituída por pessoas de condições modestas e com parcos recursos, e que vivem somente do estipêndio de seu trabalho; assim da mesma forma como todos os demais subjugados, explorados, oprimidos, indigentes, destituídos e excluídos; que, para fortalecerem o processo de democracia para a maioria absoluta do povo; ou, conquistarem o poder politico conjuntamente com seus reais e verdadeiros representantes altruístas, afeiçoados a renovações politicas, morais ou sociais; devem renhir constantemente contra os que pugnam pela conservação do estado atual politico e social.
    E, para conquistarem os benefícios imprescindíveis de que precisam, o poder popular da absoluta maioria tem que evitar que o regime da exploração, e do poder econômico, o qual serve aos interesses da minoria privilégiada, deixe de induzir as massas populares ao erro, quando os poderosos enganam para dominar e oprimir os menos favorecidos.
    E, mais adiante, a absoluta maioria tem que ser organizada, esclarecida e bem informada para fortalecer o processo de democracia; e ter a faculdade, ou o direito de deliberar e agir para a conquista do poder político. E, do mesmo modo, jamais permanecerem acreditando, ou deixando tudo em mãos de madraços mandatários representantes profissionais corruptos, demagogos, aproveitadores e vigaristas, hostis a inovações políticas e sociais; os quais, usam de sorrelfa ou qualquer outro expediente, apenas para alcançarem promoções e vantagens pessoais, enganando ou iludindo e controlando a vida da absoluta maioria, sem sequer prestarem serviços destinados a proporcionar melhorias de condições sociais para mudar realmente a vida dos menos favorecidos.
    A absoluta maioria deve perceber sempre a importância em participar dos negócios públicos e sociais, lutando constantemente para atingir metas, objetivos e oportunidades; pelo motivo de que, o valor é na verdade alcançar os meios de uma existência humana digna com qualidade de vida melhor. E, por conseguinte, a absoluta maioria não deve ficar conformada em viver padecendo e morrendo para alimentar os donos da situação, ou seja, aceitando a tudo que a máquina destinada em manter o domínio da minoria privilegiada fique determinando no tempo ou no momento, em que os poderosos que detém privilégios venham a servirem-se todas as vezes do exercito, da “justiça”, das prisões e dos órgãos punitivos; para assim manterem-se no poder a qualquer custo, afastando e subjugando a maioria; ou deixando-a submissa, alheia e afastada da direção e gestão dos assuntos públicos e sociais.
    Todas as nações livres devem encontrar sua própria forma de expressão, a conquistar sua própria liberdade e a desbravar seu próprio caminho. O povo é soberano para decidir seu próprio destino e construir o processo de democracia de acordo com seus ideais de liberdade, desenvolvimento, ou realidades sociais, políticas, culturais e econômicas.
    E, em tempo algum, as nações do mundo livre, devem permitir ingerência em seus assuntos internos, por parte de nenhuma força ou poder imperial. O povo de cada país tem todo o direito de lutar pela sua libertação social e nacional; e escolherem o melhor caminho de desenvolvimento.
    Todas as nações devem ser livres, soberanas e independentes de qualquer ingerência imperial de forças exteriores; projetando construir o processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento, ou realidades sociais, culturais, politicas e econômicas, na pretensão sempre de assegurar a soberania e independência nacional.
    Portanto, a vontade da absoluta maioria de um povo em mudar e defender um ideal que atenda aos interesses e anseios da maior parte da população, também pode constituir-se como um processo de democracia, no momento em que acontece quando dezenas de milhões de pessoas chegam a conclusão de que não se pode continuar a viver assim; e, dessa forma, escolhem o caminho da revolução social de libertação nacional.
    As democracias são diversificadas refletindo a vida política, social e cultural de cada nação. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes, pois, não existe modelo autêntico ou forma perfeita, plena ou exemplar de Democracia no mundo; e nem existe modelo único que sirva para todas as regiões e todos os países.
    2 – O sistema pelo qual rege o insolente e extremista regime imperial dos Estados Unidos da América do Norte, o qual se julga o campeão de “Democracia”; não é senão um poder tirânico da burguesia e do capital monopolista. Visto que, na organização do poder político estadunidense, todos os poderes estão reunidos em mãos da classe dominante, a qual não permite nenhuma ameaça ao seu domínio; e que não pode ser contrariada, criticada ou ter oposição organizada desfavorável as prerrogativas, ideários ou princípios burgueses; pois, o capital e os interesses da burguesia em primeiro lugar e tem que ser defendidos a qualquer custo.
    E, à vista disso, o regime tirânico imperial estadunidense, esta sempre comprimido nos limites estreitos da exploração, e, por conseguinte, permanece sempre em essência, um regime para a minoria burguesa exploradora, singularmente para as classes possuidoras, apenas para os ricos.
    Toda ruidosa propaganda de “Democracia” nos Estados Unidos da América, não é senão uma capa fina por traz do qual fica cada vez mais difícil de não esconder ou disfarçar a grande ditadura da burguesia, e do capital monopolista. Por conseguinte, o nefasto regime imperial dos EUA, é o exercício do poder de uma minoria privilegiada e possuidora, sobre a maioria explorada, indigente, destituída e excluída. Logo, é a classe burguesa minoria dominante que exerce a ditadura a fim de consolidar, manter ou fortalecer suas posições.
    O dissimulado regime político nacional-imperialista e ilusório “democrático” dos Estados Unidos da América, não passa de um circo, uma grande fraude, um engodo, uma farsa, um faz-de-conta com cartas marcadas, apenas para dizer e iludir de que se trata da vontade da maioria. Portanto, as funções das instituições políticas da “democracia” burguesa consiste em assegurar o domínio de classe (a ditadura) da burguesia e seus privilégios.
    O ganancioso regime imperial dos EUA é uma forma de governo nacionalista, em que todos os poderes se enfeixam em mãos de grupos ligados aos partidos que representem os interesses da burguesia estadunidense.
    Portanto, nos Estados Unidos da América do Norte, apenas dois grandes partidos da burguesia se alternam no poder a décadas; representam e defendem os interesses do capital e da camada social que detém privilégios; e, isso não significa dizer que a absoluta maioria do povo queira unicamente, ou tão-somente apenas a existência desses dois partidos.
    Os Partidos Democrata e Republicano são partidos em que cada um é sustentado por grupos restritos da burguesia e do capital, os quais visam exclusivamente enriquecer e atender a seus próprios interesses. Os dois partidos não acrescentam em nada para maioria, e ainda disfarçam simulando existência de posição de oposição um ao outro. Porém, a essência é sempre imutável, ou seja, num sentido mais amplo a burguesia estará sempre no comando, controlando e conduzindo tranquila o poder com qualquer forma de administração, (com seus dois ou mais partidos análogos) e sem objeção em sua ditadura.
    Nos EUA, os Partidos Democrata e Republicano são partidos conluiados, que enganam os eleitores a delegar sempre a mandatários representantes da burguesia e do Grande Capital Monopolista, o poder de decidir em todo o tempo as leis a favor da classe dominante. E, nessas condições as posições-chave nos órgãos do poder no mundo do capital, são ocupadas sempre por representantes da burguesia. E, á vista disso, os dois partidos são representantes da classe dominante; e cuja diferença não vai muito além do nome. A propósito, os dois partidos tem grande espaço nos meios de Comunicação Social e nas Agências de Publicidade; as quais, representam um poderoso meio de influência ideológico; e, sendo exatamente essas, que se encontram sob o domínio da classe dominante, que embora sendo a minoria privilegiada, é no entanto toda poderosa.
    Os eleitores são induzidos ao erro de forma eficaz, ao pensarem que decidindo por um ou outro desses dois partidos haverá mudanças; mas nada altera e a natureza é sempre imutável. Diante disso, nada difere o caráter opressor, hostil, agressivo e obsessivo da politica expansionista imperial dos EUA; e, basta que se observe no modo como o nefando Império estadunidense conduz uma negociação, em que fazem diplomacia de gângster, no qual blefam, intimidam, ameaçam e mentem para a Comunidade Internacional.
    Pois, é como trocar seis por meia dúzia; visto que, nos EUA os dois partidos enganam as massas populares e contribuem sobremaneira para reduzir a influência de outros partidos, e, portanto, ajudam a manter o povo prisioneiros na ideologia burguesa.
    É bem verdade que nos EUA existem outros partidos, mas que não tem a mínima chance de concorrer com o poderio economico desses dois partidos; além disso, a legislação dos EUA dificulta no máximo a participação de outros partidos nas eleições inventando inúmeros subterfúgios e obstáculos jurídicos, entre eles por exemplo, a necessidade de recolherem muito milhares de assinaturas num prazo curto realizada em presença de testemunhas e registradas notoriamente a obtenção de Licenças para os coletores de Assinaturas,etc. E mesmo se os outros partidos conseguirem vencer todas as barreiras, as comissões eleitorais privam-nos frequentemente da possibilidade de participarem nas eleições sob o pretexto de as assinaturas serem ilegíveis ou outro qualquer pretexto inventado.
    A Manipulação da consciência da população aplica-se em larga escala nos EUA, com objetivo de que o povo eleja sempre políticos que representem os interesses da burguesia e do capital; para em todo tempo, decidirem as leis a favor dos proveitos da classe dominante privilégiada. E, para manipular a consciência das massas populares, a propaganda burguesa utiliza amplamente uma linguagem política especial, que deturpa e obscurece o sentido dos acontecimentos reais.
    A pretexto de legislarem projetos, ou reformas politicas e sociais; mas, principalmente, visando sempre assegurar ou resguardar o poder e ganhos do capital, e a defesa dos interesses da camada social que detém privilégios; os venais, mendazes e iníquos políticos mandatários representantes da burguesia quando eleitos, dificultam, ou então tiram sempre as conquistas alcançadas pelo povo, as quais estejam beneficiando a absoluta maioria da população.
    E, nesse esquema matreiro de insidias, o vocábulo “democracia” é apenas um slogan usado pela burguesia para manterem-se no poder, ou atingir metas e objetivos, enganando ou iludindo a absoluta maioria do povo. Posto que, apenas fazem concessões paliativas às massas populares; ou até mesmo, manobras politicas face ao perigo da crise revolucionária; ou ainda, sustentam de que o povo, vive em uma sociedade cuja “democracia”, traduz a vontade e os interesses da maioria absoluta; da qual todos tem oportunidades de alcançar metas e objetivos, sem preconceitos ou distinções, e na qual todos podem chegar.
    Nos EUA a “liberdade de expressão e manifestação” e o exercício dos direitos de associação e reunião, incluindo a participação em organizações não-governamentais e sindicatos, permanecem até o momento; desde que; não fiquem afetando os interesses da burguesia e do capital monopolista. Mas, em qualquer momento quando as autoridades que constituem a organização politica burguesa, entenderem que os interesses da burguesia e do capital, estejam sendo prejudicados pelos atos públicos e coletivos, de sentimentos e opiniões levadas a efeito pelos explorados, oprimidos, indigentes, destituídos e excluídos; então, essas manifestações serão consideradas “ilegais” e “abusivas” e podem ser impedidas, perseguidas, dispersadas ou reprimidas pela polícia. Portanto, a burguesia quando se sente incomodada, utiliza sempre a imperiosa máquina estatal para a repressão de seus adversários sociais.
    A insidiosa e impudente burguesia com sua organização política, resguarda-se sempre em defesa de seus interesses privativos; ao fazerem uso da estratégia de concitar as pessoas que labutam e vivem de poucas posses, e que passam privações ou necessidades a intentarem-se umas contra as outras, objetivando disjungir e enfraquecer a unidade. E, assim, forçarem os que labutam a aceitarem conformados a vida que levam, pois, a inzoneira burguesia coloca a sociedade contra todos os destituídos que reivindicam e lutam por melhorias em suas vidas; ao dizerem com invectivas que os obreiros ou diligentes com suas reivindicações, prejudicam o trabalho de toda a sociedade.
    As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.
    O Imperialistas dos EUA que se julgam os “guardiões” dos direitos humanos, legalizam a tortura, invadem e destroem nações soberanas; financiam ataques utilizando armas bizarras das mais avançadas tecnologias bélicas que imolam a vida de milhares de pessoas. Além disso, os imperialistas arrasam países inteiros jogando suas populações na miséria ao promoverem sangrenta ocupação e destruição. Do mesmo modo, estabelecerem ditaduras títeres, que assassinam centenas de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes; além da assolação econômica e social; e, tudo isso, simplesmente para atender aos interesses dos monopólios do capital.
    “A Democracia é para o império estadunidense, quando os EUA mandam, ditam as regras, subjugam e submetem os povos a condição e posição de passividade, dependência, obediência, sujeição, subserviência e controle. Mas, quando os povos se erguem e tentam colocarem-se, ou oporem-se contra a ingerência, dominação, tirania, ganância, vontade ou interesses dos EUA; então isso é considerado ditadura para o império estadunidense.”
    Os povos que realmente almejam ser livres, soberanos e independentes; e, para isso, venham aderir a um caminho consentâneo na construção do desenvolvimento democrático, conforme suas realidades sociais, culturais, politicas e econômicas; e dessa forma propugnam para não ficarem nas mãos de joelhos, submissos e sob controle, obedientes, subservientes ou servindo aos interesses e propósitos do imperio estadunidense.
    E, assim, deixando de rezar na cartilha dos Estados Unidos da América, esses povos são perseguidos e suas eleições livres são consideradas pelo império de irregulares ou fraudadas, pois os imperialistas estadunidenses aceitam apenas eleições de regimes inócuos, inermes, fantoches, subservientes ou favoráveis e sequazes do Imperialismo. Ademais, o governo eleito por esses povos livres, que não aceitam se sujeitarem aos caprichos dos Estados Unidos da América do Norte; são sempre rotulados ou assacados de totalitário, tirânico, ditadura e inimigos.
    O Imperioso regime opressor dos EUA que sempre defende junto a Comunidade Internacional, a fazer sanções economicas ou medidas restritivas, destinadas a obstruir o comercio e as comunicações das nações livres, soberanas e independentes, contrárias a política de expansão e domínação imperial dos EUA.
    E com essas medidas, o capcioso, poderoso, arrogante, perigoso, brutal e ameaçador império estadunidense; o qual se considera acima das leis; visa mormente prejudicar a economia dos territórios livres, para poder subordina-los; e, assim, derrocar e impossibilitar a execução ou o prosseguimento com liberdade e desenvolvimento das nações livres, as quais enjeitam as posições imperiais de dominação e tirania dos EUA.
    Os estadunidenses que se julgam os donos do poder e da situação, os eruditos altivos, superiores e melhores que todo o gênero humano; com seu sistema de governo fundado no poder de dominação infrene; e com postura provocativa; o império instala bases militares em todas as regiões do mundo para preponderar; ou demonstrar força para intimidar e ameaçar o mundo livre, com exercícios militares constantes e em grande escala.
    Pois, os imperialistas tentam de todas as formas iludir a natureza humana ao colocarem a verdade pelo avesso, quando apresentam-se como os paladinos da “Liberdade” e “Democracia”; inclusive fazem uso desses princípios com cavilação obstinada de que são os únicos e reais “representantes” ou “defensores” desses ideais.
    Todavia, tudo isso é pura astúcia na tentativa de justificar, convencer, ou inculcar no pensamento da Comunidade Internacional, de que as intervenções que realizam são justas em países livres, soberanos e independentes; os quais repugnam em se sujeitarem ou se submeterem ao domínio imperial.
    E, à vista disso, esses países livres lutam incessantemente contra a agressão e opressão imperialista, para não ficarem de joelhos, brandos, submissos, quietos, comportados, obedientes, passivos, sob comando, controle ou domínio absoluto do império.
    Os imperialistas dos EUA com sua política de expansão, influência ou domínação territorial e econômica do mundo, usam com desfaçatez, ardileza ou estratégia de dominação, as duas belas e magníficas palavras mágicas que são consideradas chave, ou seja, “Liberdade” e “Democracia”, que usadas com sutileza, são apenas sofismas para encobrir seus reais propósitos de possessão do mundo livre.
    Contudo, ao contrário do que enunciam sobre “Liberdade” e “Democracia”, os farsistas e nacional-imperialistas estadunidenses, intentam em manter o mundo livre sob domínio, controle e autoridade. E, para isso tramam de forma ardilosa na pretensão de iludir ou ludibriar os povos, ao fazerem uso de manobras empregando a violência ou malefícios perpetrados; objetivando despojar os povos livres, soberanos e independentes; ao utilizarem de aleivosias ou afirmações hipócritas de que as causas que defendem e lutam, são apenas por “Liberdade” e “Democracia”.
    O império dos EUA com propósito de intimidar as massas populares e assumir as rédeas da política interna das nações livres, soberanas e independentes; sustentam uma política de prepotência a fim de atingir seu objetivo de dominar o mundo livre. E, para isso, como perspícuo truísmo de suas intenções, o império instala e mantem bases militares em todos os continentes; e, da mesma forma, promovem invasões para depor governos legítimos das nações livres, soberanas e independentes, contrárias a politica de expansão e dominação imperial.
    E destarte o celerado império com sua política rapace, alastra-se hostilmente extorquindo concessões por meio do emprego da ameaça das armas e da força bruta, as matérias-primas e demais haveres de que precisam.
    Para isso, comandam genocídios por todo o mundo livre; endividam as nações livres, compram seus políticos e governos fantoches; além de apoiarem estados títeres para realizarem política de desestabilização, discórdia e desentendimentos, ou atos subversivos violentos e intimidadores, a serviço do insidioso sistema imperial estadunidense.
    O todo poderoso e opulento Império dos EUA, para embair as massas populares e dominar o mundo livre; usam para iludir a estratégia do uso constante das duas belas, maravilhosas e admiráveis palavras que agradam e que são consideradas elemento decisivo, ou seja, “Liberdade” e “Democracia”, para assim, tentarem justificar perante a Comunidade Internacional, que os atos de agressão e dominação que realizam em todo mundo, são sublimes e justas; e, assim, afirmarem hipocritamente que são os reais “defensores” desses ideais.
    Todavia, quando as nações realmente decidem ou agem segundo as próprias determinações, aspirando ser livres, soberanas e independentes, organizando o desenvolvimento do processo democrático consoante suas realidades, sociais, culturais, politicas e econômicas; e, desse modo, contrariando os interesses dos EUA; imediatamente vem reação hostil do império.
    E, confutando aos interesses dos EUA; então, de pronto, vem por parte do império estadunidense, tratamento cruento, hostil ou injusto, infligido com encarniçamento as nações livres; desaparecendo desse modo, as tão propaladas e exaustivamente apregoadas palavras “Liberdade” e “Democracia” que usadas de maneira hipócrita pelo império, como estratégia; ao submeterem as massas populares a uma terrível lavagem cerebral, mesmerizada e condicionada, para que acreditem ou aceitem os EUA, falsamente como o único, legítimo, verdadeiro ou real “representante” e “defensor” desses ideais.
    Mas, a verdade sempre aparece, ou seja, as reais e verdadeiras intenções do todo poderoso, ameaçador, possessivo, brutal, agressivo, arrogante e terrorista império estadunidense; são expugnar o mundo livre, para impor com violência seus desígnios através da força bruta; com total e absoluto desrespeito as resoluções da Comunidade Internacional; quando levam a efeito intervenções invasivas em territórios livres, soberanos e independentes; violando assim os direitos humanos, com golpes, truculências, rapinagens, perseguições, repressões, torturas, massacres, pilhagens e guerras.
    Todas as nações devem ser livres, soberanas e independentes de toda e qualquer força imperial; para assim, construirem o processo de democracia e liberdade, de acordo com seus ideais de desenvolvimento, ou realidades sociais, culturais, politicas e econômicas.
    E, com efeito, para conquistarem a autonomia e liberdade, os povos intimoratos das nações do mundo livre, devem incessantemente combater as ingerências direta ou indireta em seus assuntos internos.
    Pois, é somente cabível aos povos nativos de um território ou nação, formar opinião ou juízo crítico sobre o exercício ou desempenho de seu governo; e seja qual for a forma de governo constituida.
    E, da mesma forma, é somente cabível aos povos nativos de uma nação, derrocarem dos poderes políticos os mandatários indesejáveis, que julgarem ser intendentes déspotas, demagogos, corruptos, vigaristas, oportunistas e aproveitadores; e, tudo isso, deve ser feito sem a ingerência imperial e dissimulada de forças exteriores.
    Os povos realmente livres, soberanos e independentes de toda e qualquer força imperialista; devem sempre estabelecer as bases e metas para lutar constantemente pela construção do processo de democracia, conforme seus ideais de liberdade e desenvolvimento que lhes tragam benefícios.
    Pois, os imperialistas usam como estratégia de dominação as duas belas, magnificas, espetaculares, fantásticas e maravilhosas palavras, que são elemento decisivo, ou seja, “Liberdade” e “Democracia”, para assim, seduzirem as massas populares na certeza de garantirem o poder irrestrito sobre as nações livres; e, impor desse modo, seu regime de dominação, que abusa da ingenuidade, superstição, falsa crença, ignorância ou engano da absoluta maioria.
    Somente um povo cônscio, sábio, livre, soberano e independente de toda e qualquer força ou poder imperial, pode construir o processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento ou realidades sociais, politicas e economicas; e, tudo isso, sem ingerência imperialista.
    Portanto, a realidade de um povo livre com sua organização politica, tem que ser referenciada ou acatada; diante disso, o que existe efetivamente na vida, cultural, social, politica e economica de um povo, não é símilar a constituição da organização de outros povos com seus costumes e tradições.
    3 – Os poderosos que detém os meios de produção e não querendo perder seus privilégios, fazem de tudo para defende-los a qualquer custo, nem que seja mediante o emprego da violência com derramamento de sangue.
    Por isso, não querem jamais permitir em tempo nenhum, que o poder e os benefícios sejam estendidos para a maioria procedentes da opressão; para que dessa forma, a absoluta maioria não venham a fugir do controle ou domínio da organização politica burguesa.
    Porém, quando os poderosos de um território ou nação perdem o controle da organização política, e não querendo ficar sem o domínio do poder, então, recorrem a Golpes de Estado quase sempre com a ajuda do imperialismo estadunidense.
    E, para assegurar seu domínio e privilégios, a burguesia usa de arbítrio, autoritarismo e mão de ferro; para manterem-se sempre no poder a qualquer custo.
    E, para obstruir o processo de formação democrático popular revolucionário, a burguesia sempre defende seus interesses daqueles que congeminam em prover do necessário, a defesa ou fortalecimento em apoio aos interesses da maioria absoluta.
    A classe burguesa minoria dominante e privilegiada, recorre sempre a força bruta para ter garantias de impedir a qualquer custo que a absoluta maioria, constituída por pessoas de condições modestas e com parcos recursos, e que vivem somente do estipêndio de seu trabalho; assim, da mesma forma, como todos os demais subjugados, explorados, oprimidos, indigentes, destituídos e excluídos; venham a se organizarem, formando realmente o desenvolvimento do processo democrático popular revolucionário, ou regime de democracia e liberdade real para a maioria absoluta do povo.