Entre os críticos dos EUA, virou rotina debochar do seu anunciado apoio à instalação de regimes democráticos no mundo. Diante da vitória do grupo terrorista Hamas nas eleições palestinas, da radicalização do Irã depois da vitória de Mahmoud Ahmadinejad e do que ocorre hoje na Venezuela, com Chávez, e na Bolívia, com Evo Morales, é comum ouvirmos que o feitiço virou contra o feiticeiro: “Os EUA falam em democracia, mas, quando o resultado das urnas lhes desagrada, torcem o nariz”, dizem. Quando Condoleeza Rice diz que uma democracia não se resume a eleições, fazem piada. E, no entanto, Condoleeza está com razão. Certamente, não existe democracia sem eleições, mas o alicerce de todo regime democrático é a crença de que a liberdade é um valor absoluto, inquestionável, direito inalienável de todos os homens. E ela vem sempre desacompanhada de adjetivos: não pode haver uma liberdade burguesa, uma liberdade socialista, uma liberdade proletária, uma liberdade mais ou menos. Liberdade, enfim, é o direito mais básico que uma democracia tem de garantir. Portanto, democracia alguma no mundo pode admitir movimentos políticos cujo programa preveja o cerceamento da liberdade. Trata-se de um princípio básico de autodefesa. É por isso que em democracias consolidadas é impensável admitir que partidos com propostas totalitárias participem de eleições. Na Alemanha, apenas para citar um exemplo, o partido nazista, seus símbolos e o livro-programa de Hitler, “Minha luta”, são proibidos. Também no Reino Unido, nos EUA, na França etc., não podem avançar partidos que prevejam a destruição dos princípios democráticos, que defendam o fechamento do Congresso, a mudança radical no relacionamento entre os poderes, o redesenho das leis eleitorais de modo a perpetuar um partido no poder. Eleição nenhuma dá direito a que a liberdade seja restringida. Porque as gerações atuais, mesmo dispostas a abrir mão da liberdade, não podem tirar esse direito das gerações futuras. Esse é o princípio que rege as democracias. O que explica, então, Chávez, Hamas e movimentos semelhantes é o pouco valor dado ao conceito de liberdade em grande parte dos países. A rigor, o que se tem na Autoridade Nacional Palestina não é uma democracia, mas apenas o povo votando. O Hamas é porta-voz de uma ideologia religiosa radical, que prevê a instalação de uma teocracia, em que valerá não a vontade do povo, mas a vontade de Deus, obviamente interpretada por um grupo de religiosos pretensamente iluminados. Num regime de fato democrático, sua participação num processo eleitoral seria indevida, porque seu programa de governo é incompatível com a democracia. Não há, portanto, nenhuma incoerência em apoiar a democracia e repudiar a vitória do Hamas. Chávez é a mesma coisa. Chegou ao poder numa eleição democrática, em 1998, mas os passos que tomou dali em diante foram ilegítimos. Eleito com 56% dos votos, mas numa eleição cuja abstenção foi de 40% (à época, o voto era obrigatório), Chávez encontrou um Congresso oposicionista, eleito democraticamente apenas um mês antes. O que fez? Tratou de planejar a eliminação daquele Congresso, convocando, ilegalmente, um plebiscito para autorizá-lo a convocar uma Constituinte. O Congresso tentou resistir, mas uma Suprema Corte titubeante, para agradar a Chávez, acabou não somente autorizando o plebiscito, mas dando também ao Executivo o direito de ditar as regras eleitorais, caso a Constituinte fosse aprovada. Com regras feitas de molde a lhe garantir a vitória, Chávez teve a sua Constituinte, e, de lá para cá, sempre com índices de abstenção altíssimos, algumas vezes superiores a 60%, e com regras sempre feitas para lhe beneficiar, foi “vencendo” eleições e mudando o país a seu bel-prazer. Isso não é democracia, mas um governo plebiscitário, que cerceou a liberdade de imprensa e viciou o processo eleitoral. O Irã é outro exemplo. Muitos justificam as atitudes do presidente Mahmoud Ahmadinejad, porque ele foi eleito “democraticamente”, mas se esquecem de que ali nada é democrático, já que o Irã é uma teocracia. Um grupo de religiosos que comanda o país com mão-de-ferro escolhe os candidatos que podem disputar uma eleição. Assim, fosse quem fosse o “eleito”, o programa não seria dele, mas dos ayatolás. Caso o “eleito” se desvie, será “legitimamente” deposto. Se ali não há liberdade, a democracia é apenas uma aparência. De Evo Morales não se pode esperar boas coisas. Uma Constituinte já está a caminho, e ele já se movimenta para tê-la sobre controle e moldar o país segundo os seus planos. A liberdade, ferida, tornará aquele país um simulacro de democracia. Por tudo isso, é bobagem dizer que os EUA querem uma democracia desde que os eleitos façam o que eles querem. Não se trata disso. Em novembro de 2003, Bush fez um discurso histórico: “Sessenta anos com o Ocidente relevando a falta de liberdade no Oriente Médio, e se acostumando a ela, não fizeram nada para nos proteger. No longo prazo, a estabilidade não se consegue à custa da liberdade.” Desde essa autocrítica, o que os EUA parecem querer para os outros é o que há mais de 200 anos praticam em casa: uma democracia em que ninguém tenha o direito de disputar o direito de corrompê-la. Assim como o nazismo é proscrito na Alemanha, é absolutamente coerente com propósitos democráticos imaginar democracias no Oriente Médio que sejam vacinadas contra projetos teocráticos. Isso é autodefesa. Nós, que vivemos num regime democrático há apenas poucos anos, temos de ter isso muito em mente. É preciso que todos entendamos as regras do jogo, e que o Congresso, de um lado, e a Justiça, de outro, estejam sempre atentos para não deixar que algum aventureiro queira usar a democracia para restringi-la.

O Globo – 30 de maio de 2006

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1 comment

  1. Anônimo

    A democracia como valor universal não existe e nem pode existir, pois temos que chegar em sua essência e ver a quem se beneficia. Para a aristocracia grega da antiguidade existia a mais ampla “democracia”, porém, para os escravos, os oprimidos, os explorados, os indigentes, os destituidos e excluidos (que eram a absoluta maioria), a democracia era somente uma palavra vazia.
    O governo do povo que se funda na soberania popular e na distribuição equilibrada do poder não pode ser apenas o executor de movimento sagaz para efeito de eleição na escolha de “representantes profissionais”, sem que haja uma aplicação de atividade racional na produção dos bens materiais e espirituais a fim de que a absoluta maioria possam obter os beneficios indispensáveis de que precisam. Não obstante, os meliantes e desleais ou venais “representantes profissionais” que fingem enganando a absoluta maioria com falsas devoções e acordos fraudulentos, conluios e negociatas, ou atitudes politicas que consistem em fazer promessas de realizações maravilhosas criando uma situação de expectativa e esperança para iludir o povo através da escolha por meio de votos. E tudo isso sem que a absoluta maioria alcance o poder político, a liberdade, a soberania, a independencia e autonomia, ou conquistem e passem de fato a exercerem a organização dos poderes políticos para obterem os beneficios imprescindíveis de que precisam. O poder popular da absoluta maioria tem que evitar que o regime de exploração do poder economico deixe de induzir as massas ao erro quando os poderosos enganam para dominar e oprimir os menos favorecidos, e mais adiante, a absoluta maioria tem que ser organizada, esclarecida e bem informada para fortalecer a Democracia e alcançar a faculdade, ou o direito de deliberar e agir para a conguista do poder político, e do mesmo modo, jamais permanecerem acreditando ou deixando tudo em “mãos” de “representantes profissionais” corruptos, demagogos e vigaristas, que usam de qualquer expediente apenas para alcançarem promoções e vantagens pessoais enganando e controlando a vida da absoluta maioria, sem sequer prestarem serviços destinados a proporcionar melhorias de condições sociais para mudar realmente a vida dos menos beneficiados.
    A absoluta maioria deve compreender sempre a importancia em participar dos negocios públicos e sociais lutando constantemente para atingir metas, objetivos e oportunidades, e perceber que o valor é na verdade alcançar os anseios de uma existência humana digna com qualidade de vida melhor, e por conseguinte, a absoluta maioria não deve ficar conformada em viver padecendo e morrendo para alimentar os donos da situação ou seja, aceitando a tudo que a máquina destinada a manter o dominio da minoria privilegiada determine no tempo, ou no momento em que os poderosos que detém mais privilégios, servem-se todas as vezes do exercito, a justiça, as prisões e os órgãos punitivos para assim manterem-se no poder a qualquer custo, subjugando a absoluta maioria e da mesma forma para deixa-la submissa, alheia e afastada da direção e gestão dos assuntos públicos e sociais.
    Todas as nações devem encontrar sua própria forma de expressão, a conquistar sua própria liberdade e a desbravar seu próprio caminho. O povo é soberano para decidir seu próprio destino e construir a Democracia de acordo com seus ideais de desenvolvimento e realidades sociais, políticas e economicas, e em tempo algum os povos devem permitir ingerência em seus assuntos internos por parte de nenhum império. O povo de cada país tem todo o direito de lutar pela sua libertação social e nacional, e escolherem o melhor caminho para o seu desenvolvimento.
    Cada povo tenciona tornar-se livre, soberano e independente projetando construir a democracia de acordo com seus ideais e realidades sociais, politicas e econômicas na pretensão sempre de assegurar a soberania e independência nacional, portanto, a vontade da absoluta maioria de um povo em mudar e defender um ideal que atenda os interesses e anseios da maior parte da população, também pode constituir-se como um processo de Democracia no momento em que acontece quando dezenas de milhões de pessoas chegam a conclusão de que não se pode mas continuar a viver assim, e dessa forma escolhem o caminho da revolução social de libertação nacional.
    As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes, pois não existe um modelo autêntico ou forma perfeita ou exemplar de Democracia no mundo e nem existe um modelo único que sirva para todas as regiões e todos os países.
    O sistema pelo qual rege o Insolente e extremista regime nacional-imperialista dos Estados Unidos da América, os quais se julgam os campeões de “Democracia” por exemplo, não é senão um poder tirânico da burguesia e do capital monopolista; ditadura essa que não permite nenhuma ameaça ao seu domínio, que não pode ser contrariada, criticada ou ter oposição desfavorável as prerrogativas, idearios e principios da burguesia, pois o capital e os interesses da burguesia em primeiro lugar e tem que ser defendida a qualquer custo, e à vista disso, o regime tirânico estadunidense esta sempre comprimido nos limites estreitos da exploração, e por isso permanece sempre em essência um regime para a minoria burguesa exploradora, singularmente para as classes possuidoras apenas para os ricos.
    Toda ruidosa propaganda de “Democracia” nos Estados Unidos da América não é senão uma capa fina por traz do qual fica cada vez mais difícil de não esconder ou disfarçar a grande ditadura da burguesia e do capital monopolista, pois o regime imperialista dos EUA é o exercício do poder de uma minoria privilegiada e possuidora sobre a maioria explorada, indigente, destituida e excluida, logo, é a classe burquesa minoria dominante que exerce a ditadura a fim de consolidar e manter ou fortalecer suas posições.
    O dissimulado regime político nacionalista e imperialista “democratico” dos Estados Unidos da América não passa de um circo, uma grande fraude, um engodo, uma farsa, um faz-de-conta com cartas marcadas apenas para dizer e iludir de que se trata da vontade da absoluta maioria. Na realidade, as funções das instituições políticas da “democracia” burguesa consistem em assegurar o dominio de classe (a ditadura) da burguesia e seus privilégios.
    O dissimulado regime imperial dos EUA é uma forma de governo nacionalista em que todos os poderes se enfeixam nas mãos de grupos ligados aos partidos que representem os interesses da burguesia estadunidense, portanto, nos Estados Unidos apenas dois grandes partidos da burguesia se alternam no poder a décadas, representam e defendem os interesses do grande capital e da camada social mais privilégiada, e isso não significa dizer que a absoluta maioria do povo queira unicamente e tão somente a existência apenas desses dois partidos. Os Partidos Democrata e Republicano são partidos em que cada um é sustentado por grupos restritos da burguesia e do capital, que visam exclusivamente atender seus próprios interesses, e um pelo outro é a mesma coisa, não acrescentam em nada para absoluta maioria e ainda enganam simulando que fazem oposição sensata um ao outro, mas a essência é sempre imutável, ou seja, no sentido amplo a burguesia estara sempre no comando conduzindo tranquila o poder com qualquer administração em sua ditadura da burguesia, com qualquer grupo, de um ou outro desses dois partidos, pois, é como trocar seis por meia dúzia, visto que, os dois contribuem sobremaneira para reduzir a influência de outros partidos e portanto ajudam a manter o povo prisioneiros na Ideologia Burguesa.
    Nos EUA o Partido Democrata e o Republicano são partidos conluiados, que enganam os eleitores a delegar sempre a representantes da burguesia e do Grande Capital Monopolista, o poder de decidir em todo o tempo as leis a favor da classe dominante, e nessas condições, as posições-chave nos órgãos do poder no mundo do capital são ocupadas sempre por representantes da burguesia e do capital, á vista disso, os dois partidos são representantes da classe dominante, e cuja diferença não vai muito além do nome, além disso, os dois que tem grande espaço nos meios de Comunicação Social e nas Agências de Publicidade que representam um poderoso meio de influencia ideologica , e sendo exatamente essas que se encontram sob o domínio da classe dominante, que embora sendo a minoria privilegiada é no entanto toda poderosa.
    Os eleitores são induzidos ao erro de forma eficaz ao pensarem que decidindo por um ou outro desses dois partidos haverá mudanças, mas nada altera, e a natureza é sempre a nesma, pois nada difere o caráter opressor, hostil e agressivo da politica espansionista imperial dos EUA, e basta que se observe no modo como o Império conduz uma negociação no qual fazem diplomacia de gângster, no qual blefam, intimidam, ameaçam e mentem para a Comunidade Internacional.
    É bem verdade que nos EUA existem outros partidos, mas que não tem a mínima chance de concorrer com esses dois, isso porque a Legislação dos EUA dificulta no máximo a participação de outros partidos nas eleições inventando inúmeros subterfúgios e obstáculos jurídicos, entre eles por exemplo, a necessidade de recolherem muito milhares de assinaturas num prazo curto realizada em presença de testemunhas e registradas notoriamente a obtenção de Licenças para os coletores de Assinaturas,etc. E mesmo se os outros partidos conseguirem vencer todas as barreiras, as comissões eleitorais privam-nos frequentemente da possibilidade de participarem nas eleições sob o pretexto de as “assinaturas serem ilegíveis” ou outro qualquer pretexto inventado.
    A Manipulação da consciência da população aplica-se em larga escala nos EUA, com objetivo de que o povo eleja sempre políticos que representem os interesses da burguesia e do capital e em todo tempo decidir as Leis a favor dos interesses da classe dominante privilégiada, e para manipular a consciência das massas a propaganda burguesa utiliza amplamente uma linguagem política especial que deturpa e obscurece o sentido dos acontecimentos reais.
    A pretexto de fazer reformas, mas principalmente visando lograr sempre a defesa do poder ou interesses do capital e da camada social que detém mais privilégios, os políticos representantes da burguesia quando eleitos tiram sempre as conquistas então alcançadas pela absoluta maioria com esfôrço, trabalho e determinação e que estejam beneficiando o povo, e nesse esquema, a “democracia” é apenas um slogan usado pela burguesia para manter-se no poder, ou atingir metas e objetivos, enganando a absoluta maioria da população sustentando de que trata-se de uma sociedade cuja a “democracia” traduz a vontade e os interesses da “ maioria” do qual todos tem “oportunidades de alcançar objetivos” sem preconceitos ou discriminações na qual “todos” podem chegar.
    Nos EUA a “liberdade de expressão e manifestação” e o exercício dos direitos de associação e reunião, incluindo a participação em organizações não-governamentais e sindicatos permanecem até o momento desde que não fiquem afetando os interesses da burguesia e do capital monopolista, mas em qualquer momento quando as autoridades acharem que a burguesia e o capital estejam sendo prejudicados pelos explorados, oprimidos, destituidos e excluidos, então, essas manifestações são consideradas ‘ilegais” e podem ser impedidas, perseguidas, dispersadas ou reprimidas pela polícia, portanto, a burguesia quando se sente incomodada utiliza sempre a imperiosa maquina estatal para a repressão dos seus adversarios sociais.
    A insidiosa e impudente burguesia com sua organização política resguarda-se na defesa dos seus interesses privativos fazendo uso da estratégia de incitar as pessoas que labutam e vivem de poucas posses, ou que passam privações ou necessidades a intentarem-se umas contra as outras, objetivando enfraquecer a unidade, e assim forçarem os que labutam a aceitarem conformados a vida que levam, pois a burguesia coloca a sociedade contra todos os destituidos que reividicam e lutam por melhorias em suas vidas, dizendo igualmente que os obreiros ou diligentes com suas reinvidicações prejudicam o trabalho da sociedade.
    As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.
    Os Imperialistas dos EUA que se julgam os “guardiões” dos direitos humanos legalizam a tortura, invadem e destroem países soberanos, financiam ataques e utlizam armas das mais avançadas tecnologias bélicas, assassinam milhares de pessoas, arrasam países inteiros e jogam suas populações na miséria, ademais, promoverem sangrenta ocupação e destruição, também estabelecerem ditaduras títeres e assassinam centenas de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes, além da destruição econômica e social simplesmente para atender aos interesses dos monopólios do capital.
    A “Democracia” é para os estadunidenses quando os EUA mandam, ditam as regras, subjugam e submetem os povos a condição e posição de dependência, obediência, sujeição, subserviência e controle, mas quando os povos se erguem e tentam colocarem-se contra a dominação, tirania, vontade e interesses dos EUA, então isso é considerado ditadura para o império estadunidense.
    Os povos que realmente almejam ser livres, soberanos e independentes e que para isso venham aderir a um caminho adequado na construção do desenvolvimento democrático conforme suas realidades sociais, politicas e econômicas, mesmo que para isso procedam não aceitando ficar nas “mãos”de “joelhos” submisso sob controle absoluto, obediente, subserviente e servindo aos interesses e propósitos do Império, assim, deixando de rezar na cartilha dos EUA esses povos são perseguidos e suas eleições livres são consideradas irregulares ou fraudadas, pois, o império estadunidense apenas aceita eleições de regimes que lhes são subservientes e favoraveis, ademais, o governo eleito é rotulado pelos imperialistas estadunidenses de totalitário, tirânico, ditadura e seus inimigos.
    O Imperioso regime estadunidense que faz sempre medidas restritivas ou medidas destinadas a obstruir o comercio e as comunicações dos países livres,soberanos e independentes contrarios as políticas de dominação imperial dos EUA, pois, o objetivo do poderoso, brutal e ameaçador império estadunidense é prejudicar sempre a economia dos territórios livres e assim impossibilitar a execução ou o prosseguimento do desenvolvimento dos povos que se negam aceitar as posições imperiais de dominação dos EUA.
    Os estadunidenses que se julgam os donos do poder e da situação, os eruditos altivos superiores e melhores que todo o gênero humano, com seu sistema de governo fundado no poder de dominação instalam bases militares com efetivos em todo o mundo para preponderar, pois, os imperialistas tentam de todas as formas iludir a natureza humana colocando a verdade do avesso ao apresentarem-se como os paladinos da “Liberdade” e da “Democracia” usando esses dois principios com falso argumento obstinado de que são os reais “representantes” e “defensores” desses dois ideais, e tudo isso na tentativa de justificar ou convencer ou inculcar no pensamento da Comunidade Internacional que as intervenções que realizam são justas em países livres, soberanos e independentes que não aceitam de modo nenhum se sujeitarem ou se submeterem ao dominio imperialista estadunidense, pois esses países lutam sempre contra opressão imperialista para não ficarem de “joelhos” brandos, submissos, comportados e obedientes sob controle e domínio absoluto do império. Os Imperialistas dos EUA com a sua política de expansão e domínio territorial ou econômico do mundo, usam descaradamente como estratégia para dominação as duas belas e magníficas palavras magicas que são consideradas chave a “Liberdade” e a “Democracia” que usadas são apenas aparência para enganar quando os imperialistas estadunidenses afirmam que as causas que “defendem” são tudo por esses dois ideais.
    O Imperio dos EUA com propósito de intimidar as massas e assumir as rédeas da política interna dos povos livres, soberanos e independentes; sustentam a politica de prepotência a fim de atingir o objetivo de dominar o mundo, instalam bases militares com efetivos em toda parte, e da mesma forma promovem invasões para depor governos de países livres, soberanos e independentes contrários a politica espansionista imperial, e desse modo o Império alastra-se hostilmente extorquindo por meio do emprego da ameaça de armas e da força bruta as matérias-primas e demais riquezas de que precisam, para isso, comandam genocídios por todo o mundo, endividam as nações e compram seus políticos e governos fantoches além de apoiarem estados títeres para realizarem política de desestabilização, discórdia, desentendimento ou atos subversivos violentos e intimidadores a serviço do insidioso sistema Imperial estadunidense.
    O todo poderoso e rico Império dos EUA para enganar as massas e dominar o mundo usam como estratégia as duas belas, maravilhosas e admiráveis palavras que agradam e que são consideradas elemento decisivo a “Liberdade” e a “Democracia”, para assim, tentarem justificar perante a Comunidade Internacional de que os atos de agressão e dominação que realizam no mundo são sublimes e justas, e assim, afirmarem decisivamente de que são os reais “defensores” desses ideais, mas, quando os povos realmente decidem ou agem segundo as próprias determinações aspirando ser livres, soberanos e independentes organizando o desenvolvimento democratico conforme suas realidades sociais, politicas e econômicas, contrariando assim os interesses dos EUA, então, as tão propaladas e exaustivamente apregoadas palavras “liberdade” e “Democracia” que usadas bastante pelo Império estadunidense como estratégia para inculcarem de qualquer forma nas massas através de intensa lavagem cerebral para que acreditem ou aceitem os EUA como os “verdadeiros” e reais “representantes” e “defensores” desses ideais. Mas a verdade sempre aparece, ou seja, as reais e verdadeiras intenções do todo poderoso ameaçador, brutal, agressivo, arrogante e terrorista império estadunidense são dominar o mundo para impor com violência seus desígnios através da força bruta com total absoluto desrespeito as resoluções da Comunidade Internacional, levando a efeito intervenções em territórios livres, soberanos e independentes com violações dos direitos humanos, com truculências, perseguições, golpes, torturas, massacres, repressões, pilhagens e guerras.
    Os povos devem ser livres, soberanos e independentes para construir a Democracia de acordo com seus ideais de desenvolvimento e realidades sociais, politicas e economicas, e com efeito para conquistarem a autonomia, os povos devem incessantemente combater as interferências ou intervenções direta ou indireta em seus assuntos internos feitas principalmente por parte do nacional-imperialismo dos EUA. E somente é cabível aos povos nativos de um território ou nação formar opinião, ou juízo crítico sobre o exercício de seu governo, assim como deporem dos poderes políticos os “representantes” que julgarem ser intendentes déspotas ou demagogos, corruptos, vigaristas, oportunistas, enganadores e aproveitadores que fingem que trabalham pelo interesse do povo. Os povos realmente livres devem sempre estabelecer as bases e metas para lutar constantemente pela construção da democracia conforme seus ideais de desenvolvimento que lhes tragam beneficios, e ,jamais permitirem ingerência em seus assuntos internos por parte de nenhum império dissimulado que intitula-se de libertador, pois, os imperialistas usam como estratégia de dominação as duas belas, magnificas, espetaculares, fantasticas e maravilhosas palavras que são elemento decisivo a “Liberdade” e a “Democracia” para assim dominarem o mundo enganando as massas na certeza de assegurar o poder irrestrito sobre os povos impondo seu regime de dominação que abusa da ingenuidade, ou da
    ignorância e do engano da absoluta maioria. Somente um povo sábio e livre, soberano e independente deve construir sua Democracia conforme seus ideais de desenvolvimento e realidade, pois a realidade de um povo não é exatamente igual a de outros.
    Os poderosos que detém os meios de produção e não querendo perder seus privilégios fazem de tudo para defende-los a qualquer custo nem que seja mediante emprego da violencia com derramamento de sangue, e por isso não querem jamais permitir em tempo nenhum que o poder e os beneficios sejam estendidos a maioria procedentes da opressão para que dessa forma a absoluta maioria não fujam do controle ou
    domínio, para que desse modo os poderosos possam manter a maioria sempre na trava. Mas quando os poderosos de um terrítório ou nação perdem o controle da organização política e não querendo ficar sem o dominio do poder, então, recorrem a golpes quase sempre com a ajuda do imperialismo estadunidense, e tudo isso para que a burquesia assegure seu dominio e privilégios, usando de arbítrio, autoritarismo e mão de
    ferro para manterem-se sempre no poder a qualquer custo, obstruindo assim o processo de formação democratico popular revolucionário. A burguesia sempre defende seus interesses de todos aqueles que tencionam munir os meios de defesa na formação do fortalecimento ao apoio do poder para absoluta maioria. A classe burguesa minoria dominante privilégiada, recorre sempre a força bruta para ter garantias de impedir a qualquer custo que a absoluta maioria constituida por explorados, oprimidos, indigentes, destituidos e excluidos se organizem na formação do desenvolvimento do processo democratico popular revolucionário.