Terça-feira, 6 de dezembro de 2016
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Desenvolvimento científico na visão de uma empresa júnior de nanotecnologia

Alexandre Cardoso de Almeida, diretor-executivo da Auger
O Movimento Empresa Júnior nasceu com o objetivo de proporcionar ao estudante a possibilidade de uma aplicação prática de seus conhecimentos teóricos, relativos à sua área de formação profissional, que o auxilie no desenvolvimento de um espírito crítico, analítico e empreendedor, sempre visando intensificar o relacionamento da Universidade com o setor industrial, buscando valorizar as instituições de ensino e assim contribuindo com a sociedade através de prestação de serviços, proporcionando um trabalho de qualidade a preços acessíveis.

Nesse contexto nasce a Auger, fundada em 2013 sobre quatro pilares que guiam nosso trabalho: Conhecimento Cientifico, Trabalho Criativo, Inovação Aberta e Ciência como Negócio, sendo este último um modelo criado e desenvolvido pela IBM, em que a ciência é desenvolvida e financiada para que os resultados tenham um impacto positivo no negócio das partes interessadas.

O modelo de Ciência como Negócio foi um dos principais fatores que motivaram a criação da Auger, em conjunto com a observação da escassez da figura do pesquisador da indústria, fruto do distanciamento entre as perspectivas de formação de profissionais de alto caráter científico pela academia e as demandas da indústria por profissionais gestores e desenvolvedores de tecnologia aplicada. A organização então foi criada como um local de estudo prático, onde alunos de graduação de alto caráter técnico-científico podem lidar com ferramentas de gestão, negociação e proteção intelectual da tecnologia, além de desenvolver uma rede de parceiros estratégicos ainda dentro da universidade.

Nossa missão é formar pesquisadores de alto impacto no cenário brasileiro de inovação tecnológica, preparando nossos membros não só para atuar no mercado, como também para serem capazes de promover inovação cientifica no país e desenvolver nosso cenário tecnológico.

Além de contribuir na formação dos estudantes, que terão mais preparo para lidar com as dificuldades que nosso país possui no desenvolvimento dos setores de pesquisa, o objetivo também é quebrar a barreira existente entre o desenvolvimento da ciência na universidade e as demandas dos setores produtivos. O cenário cientifico brasileiro não é um dos mais favoráveis para se trabalhar, porém, é só desenvolvendo pessoas e promovendo pesquisa e inovação aplicada que poderemos quebrar paradigmas.

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