O economista Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York e diretor do RGE Monitor, ficou famoso por prever a crise financeira mundial, em um momento de prosperidade econômica.  Um dos pilares do seu reconhecimento foi o artigo “Doze Passos para o Desastre Financeiro”, com análises da economia americana e mundial.

Porém, este mesmo economista, hoje com ares de astro de cinema foi ridicularizado em eventos de relevância, sendo considerado um analista de segunda categoria, apesar de um doutorado pela Universidade de Harvard.

Em alusão ao texto do professor Roubini, o Brasil deveria seguir uma cartilha básica, com dez passos para o crescimento de longo prazo, sendo eles:

(1) Investimentos em infraestrutura de transportes, estimulando a redução da movimentação de cargas pelas rodovias, em comparação as ferrovias, portos e aeroportos, devido às perdas, roubos, acidentes e consumo de combustível não adequado.

(2) Melhorias na mobilidade urbana e na infraestrutura de transportes das grandes cidades, reduzindo as perdas econômicas, poluição e de tempo.

(3) Redução do gasto público, sendo este, o principal critério para a manutenção dos juros elevados no Brasil, com a implementação de boas práticas de gestão, oriundas do mercado privado.

(4) Redução da carga tributária, para o aumento da capacidade produtiva e maior geração de empregos. Para o governo, a redução da carga tributária, no curto prazo, poderia ser compensada por aumentos nos volumes produzidos no longo prazo.

(5) Revisão do sistema previdenciário nacional, em busca do equilíbrio entre contribuintes e beneficiários.

(6) Ambiente regulatório estável, como garantia para a atração de investimentos diretos estrangeiros para o desenvolvimento da infraestrutura logística, energética e de saneamento básico.

(7) Ambiente político transparente, organizado e estável, uma vez que, alterações comportamentais dos representantes públicos, impactam diretamente no grau de confiança para os negócios.
(8) Maior desenvolvimento do mercado de capitais, para o desenvolvimento das empresas, em comparação com a atual dinâmica de empréstimos privados de grande porte, via bancos de fomento público.

(9) Ausência de barreiras alfandegárias, maior estímulo para o comércio exterior e saldo positivo na balança comercial.

(10) Investimentos em educação de qualidade, como indutor para uma população com maior capacidade crítica, envolvendo a escolha dos representantes públicos, na geração de renda e produção de alto valor agregado.

Logo, se o Brasil quiser chegar ao patamar de país desenvolvido seria interessante o estabelecimento de metas em relação aos dez mandamentos propostos, com constantes revisões destas e novas propostas de melhoria.

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