Do Manifesto Comunista ao Armagedom

No sentido de melhor contextualizar nossas ideais libertários, inicio este artigo com o Evangelho segundo S. João 8,12-20. ³Jesus falou-lhes novamente: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.» Disseram-lhe, então, os fariseus: «Tu dás testemunho a favor de ti mesmo: o teu testemunho não é válido.» Jesus respondeu-lhes: «Ainda que Eu dê testemunho a favor de mim próprio, o meu testemunho é válido, porque sei donde vim e para onde vou. Vós é que não sabeis donde venho nem para onde vou. Vós julgais segundo critérios humanos; Eu não julgo ninguém. Mas, mesmo que Eu julgue, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas Eu e o Pai que me enviou. Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido; sou Eu a dar testemunho a favor de mim, e também dá testemunho a meu favor o Pai que me enviou.» Perguntaram-lhe, então: «Onde está o teu Pai?» Jesus respondeu: «Não me conheceis a mim, nem ao meu Pai. Se me conhecêss eis, conheceríeis também o meu Pai. Jesus pronunciou estas palavras junto das caixas das ofertas, quando estava a ensinar no templo. E ninguém o prendeu, porque ainda não tinhachegado a sua hora. Da Bíblia Sagrada

Com base na leitura dessa passagem do Evangelho segundo São João, façamos uma reflexão sobre as palavras que discorro a seguir.

Inicialmente, cabe a seguinte indagação: Como puderam os fariseus não entenderem a mensagem de Cristo? Quanta insensatez e indiferença em relação à sabedoria daquele que venho para ser A LUZ DO MUNDO, o Caminho, a Verdade e a Vida! Por isso reitero as palavras dele, este sim, verdadeiramente, “O CARA”: “O Pior Cego é aquele que não quer ver”. Numa analogia com os tempos atuais, o que vemos nada mais é do que uma nova geração de fariseus, agora revestidos sob o manto da pretensa promoção de uma sociedade mais justa e igualitária, aprisionada na escuridão da cegueira ideológica que não se deixa penetrar pela libertária luz da lógica.

Na verdade, não passam de neo-comunistas, alguns inclusive, sob o abrigo da CNBB, lobos em pele de cordeiro, que numa retórica discursiva proselista e falaciosa se dizem “social-alguma coisa”, os quais na verdade, lutam pela supressão das liberdades individuais, do direito à propriedade e à própria vida, uma vez que estes camaradas que ainda trafegam na contramão dos novos tempos e cujas bandeiras remontam ao século XIX, mais precisamente em 1848, no obscuro manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels, também defendem o aborto indiscriminado. E o que é pior: muitos ainda votam neles,confundidos por uma maniqueísta e maquiavélica dissonância cognitiva que é plantada nos corações e mentes não somente dos pobres e ignorantes, mas, também, tal semente do mal é lançada sobre aqueles que se julgam pretensamente menos ignorantes ou mais cultos, profissionais liberais, professores, mestres, doutores, sábios, mesmo que muitos não saibam interpretar um texto, ao menos sob à luz da verdade e, com o beneplácito das elites em resariais, culturais, religiosas e especialmente, de setores da mídia, daqueles que ao invés de contribuir dentro do bom senso e da lógica para a formação da opinião pública acerca de fatos e não de versões, ao contrário, atuam como deformadores de opinião.

Todavia, devido aos insidiosos tentáculos da tirania e dos arroubos totalitários que permeiam o ³moderno príncipe² que governa o país, talvez esteja nas mãos da sociedade brasileira a última grande chance de exercer (dentro das ainda existentes regras democráticas…) sua liberdade de escolha no sentido da construção de uma sociedade realmente livre, aberta, educada, rica, fraterna e plural. Senão, correremos sérios riscos de continuarmos plantados sob as raízes do atraso, tais como o patrimonialismo, nefasto fio condutor da corrupção endêmica, e o paternalismo que reproduz a malévola cultura do “coitadismo”, que invariavelmente desemboca no assistencialismo empobrecedor. Disso resulta, inevitavelmente, bem ao gosto dos atuais detentores do poder, uma sociedade igualitariamente pobre e condenada à servidão.

Thomas Hobbes, grande pensador Inglês do século XVI, publicou em 1651 aquela que seria a maior obra de sua vida: Leviatã, na qual apresenta o Estado autoritário que absorve as liberdades e direitos individuais. Partidário do poder absoluto, Hobbes dá origem à idéia do pacto social, sem estabelecer contradição entre ambos. Através do pacto social, os homens, desistindo de seu direito natural, submetem-se ao poder de um soberano, absoluto e irresistível, que não se submete a qualquer lei.

Veja-se então, a origem do termo ‘pacto social’, termo este, que inclusive faz parte da retórica discursiva de importante membro do moderno príncipe tupiniquim, recém desembarcado do governo Lula e que está querendo governar pelas paragens dos pampas, um verdadeiro protótipo do ³intelectual orgânico² de Antonio Gramsci. Gramsci, jornalista venerado pelas esquerdas, fundou o partido comunista italiano e construiu sua fama em cima da elaboração do conceito de bloco hegemônico, segundo o qual, o poder das classes dominantes é garantido pela ‘hegemonia’ cultural que as classes dominantes exercem sobre as dominadas, através do controle do sistema educacional, das igrejas e especialmente dos meios de comunicação. Usufruindo deste controle, as classes dominantes ³educam² os dominados para que sejam submissos à classe dominante, aceitando tal submissão como algo natural e conveniente, de forma a inibir seu ímpeto revolucionário. Desta forma, em nome da nação, da pátria, as classes do minantes criam no povo o sentimento de identificação com elas, de união sagrada com os exploradores, contra um inimigo exterior e a favor de um suposto ‘destino nacional’.

O termo ‘Moderno Príncipe’, é uma referência a obra do escritor Italiano, Maquiavel – grande pensador do século XV -, O Príncipe, publicada em 1515. Apesar de este livro ter sido escrito há cinco séculos, sua abordagem permanece extremamente atual. As questões centrais que são contextualizadas em O Príncipe são semelhantes àquelas obras de ciência política contemporânea que tratam da conquista, manutenção, preservação e em alguns casos, até mesmo tentativas de perpetuação do poder. Além disso, os próprios desdobramentos de tais questões, também permanecem em evidência nos dias atuais: O jogo político em prol da composição de alianças, acordos e negociações, o toma lá dá cá. As relações perigosas entre os governantes e o ‘povo’, o inchaço do Estado. Afinal, alianças vitoriosas precisam ser recompensadas com cargos comissionados, favorecimentos em processos licitatórios, clientelismo, enfim, os vasos comunicantes da corrupção endêmica instalada no país. E dê-lhe aumento das despesas correntes, que representavam 13,7% do PIB em 1991 (época das diabruras econômicas do Governo Collor) e hoje atingem a 25,7% do PIB e com tendência a continuar subindo, tornando a máquina pública cada vez mais inchada, paquidérmica, autofágica, perdulária e ineficiente, pois além de gastar muito, o governo gasta muito mal, sem qualquer critério de qualificação da despesa pública.Ou seja, se a sociedade contribuinte do país, que é formada pelas famílias e empresas que invariavelmente pagam a conta através da pesadíssima carga tributária, ou melhor, do esforço fiscal que lhe é requerido, já acima da capacidade contributiva, teremos muito em breve um leviatá tupiniquim não somente ampliando a sua voracidade fiscal, mas, sobretudo, tomando-nos as propriedades,a liberdade e nossas póprias vidas. Eis o aí o cenário do Armagedom, a batalha final entre o bem, literalmente encarnado por Deus, contra o mal, aquele mal, que sai do coração do homem.

Mormente, como bom cristão, homem de fé, sempre acreditei na redenção não somente daqueles piores cegos, que não querem ver nem sentir e muito menos se deixar penetrar pela LUZ QUE NÃO SE ACABA. Assim como o soldado romano Saulo caiu do cavalo diante da luz divina, e apartir daí, tranformando-se de um perseguidor quase (ainda bem) implacável dos cristãos, no agora combativo apóstolo Paulo em prol da propagação da Boa Nova, que, tomo a minha liberdade de expressão e de opinião para chamá-la de “Doutrina Libertária Cristã”, pois Cristo É SIM, o maior libertário que a humanidade já conheceu.

Na proporção do amor de Deus, da capacidade infinita de perdoar, tipo, “70 X 7”, creio que haverá uma última oportunidade para que tais cegos queiram enxergar e viver sob a luz da verdade, que é uma só, pois existe uma só verdade. O resto, são sabedorias. Alternativamente, porém, respeitando-se incondicionalmente a liberdade de escolha, poderão aqueles que sofrem da cegueira ideológica continuarem sob as trevas e o “aconchegante” calor do inferno. Afinal, dizia o próprio Maquiavel, em O Princípe, “Se bem considerado for tudo, sempre se encontrará alguma coisa que, parendo virtude, praticada acarretará ruína, e alguma outra que, com aparência de vício, seguida dará origem à segurança e ao bem-estar.”

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1 comment

  1. Cristiana Castro

    É verdade, aqui , no Brasil, são Jesus e seu pai que não querem entender que a grande imprensa é que é a Luz do mundo! O caminho,a verdade e a vida…