É problema ou oportunidade?

Pessoas me perguntam “por que, com tanta solução óbvia e boas técnicas para mudar o Brasil, o cidadão não quer assumir a responsabilidade pela mudança?”. Eu respondo que é preciso dar o primeiro passo, tem que haver um rompimento com o pensamento coletivo.

Eu percebo, nas conversas com o setor privado e com a sociedade civil, que existe um fenômeno: a mente brasileira já configurada. Na academia e na mídia, muitas das crenças dessa mente configurada são repetidas: o brasileiro é preguiçoso, é corrupto, é vítima, é manipulado, é ignorante.

E tudo aquilo em que você se concentra mais acaba acontecendo. E o que é a configuração da mente? A mente é como um computador com vários softwares. Alguns são bons; outros são ruins. O modo como você vê o mundo é como um mapa formado pelas suas crenças e valores.

Eu acredito que, para mudar o perfil do político, servidor público, empresário — viciado em receber benefícios —, ou professor, é necessário reprogramar a mente desses profissionais. Implantar neles a crença de que a educação representa uma oportunidade real de se criar uma geração de pessoas eficientes, produtivas e inovadoras, bem como bons líderes e pensadores. Essa representa a única possibilidade que temos para formar uma geração que disponha de ferramentas para solucionar problemas independentemente do Estado, que fará do gestor público um profissional com metas e resultados, além de valorizar o empreendedor que inovar dentro do Brasil.

Para opinar sobre algum assunto, nós precisamos ir além das crenças negativas. Momentos de crise política e econômica sempre geram oportunidades. O cidadão precisa romper com a mente configurada por aqueles que hoje estão sendo presos e cassados, e perder o medo de assumir o risco de fazer diferente e buscar um resultado melhor.

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