Em países como Somália, Nigéria e Índia, escolas particulares têm sido a solução para que pessoas consigam sair da pobreza. Com a incapacidade dos governos locais de ofertar escolas públicas minimamente funcionais, o setor privado se tornou a solução para garantir que as crianças destas localidades tenham alguma educação. No artigo Serving the Needs of the Poor: The Private Education Sector in Developing Countries publicado pelo Fraser Institute na coletânea Can the Market Save our Schools?, James Tooley, professor da Universidade de Newcastle, aponta os resultados da educação particular nas áreas mais pobres da Índia: “Todas essas evidências me sugerem que o senso comum sobre o papel do setor privado na ajuda aos menos afortunados é mal concebido. Nos países em desenvolvimento não é o Estado quem tem o maior potencial para ajudar os pobres, mas o setor privado. Certamente, os mais pobres entre os pobres podem precisar de ajuda adicional para freqüentar essas escolas, seja através de vouchers públicos ou privados (ou ambos). Mas o principal papel do Estado deve ser o de ajudar a garantir que o ambiente regulatório e de investimento conduza ao surgimento e desenvolvimento dessas escolas. E se isso é verdade para a Índia, então talvez seja verdade para o mundo desenvolvido também.” Um dos fatores principais a proporcionar este melhor desempenho é a responsabilidade que tais escolas passam a ter. Por serem pagas, elas precisam ser mais eficientes senão perdem competitividade. Os pais das crianças, por estarem pagando, se tornam mais engajados e passam a cobrar melhores resultados do que os das escolas públicas. Os resultados são mais horas de aula, professores melhor remunerados e alunos com melhor desempenho nos exames padronizados.

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