Evitando o colapso

Falam em resolver os problemas do governo.

Eu falo em resolver os problemas da sociedade, dos quais o governo é certamente o pior.

Sendo o governo indiscutivelmente um problema para a sociedade, como reduzir esse estorvo?

Diminuindo seu tamanho.

Cortando gastos, constrangendo sua interferência na vida das pessoas que querem criar valor cooperando e trocando entre si, livre e espontaneamente, o que têm a oferecer e o que desejam ou necessitam.

O governo há muito deixou de ser, se é que foi um dia, um facilitador da vida dos indivíduos.

Hoje, para não dizer desde sempre, o governo tem sido um entrave para o desenvolvimento social e econômico da sociedade, exceto é claro, para os que o capturaram para aproveitarem-se do fato de que a ele é permitido usar a força para amealhar a riqueza criada pelo setor produtivo da sociedade.

O papel para o qual o governo foi idealizado, o de proteger aqueles que produzem, da violência dos outros, não tem sido cumprido há muito tempo.

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Pelo contrário, com essa captura protagonizado por corporações de dentro e de fora do governo, ele se tornou o principal vilão a violar direitos e conspirar contra um futuro melhor para a sociedade que o sustenta coercitivamente.

O governo tem na realidade, exercido a atividade criminosa de tomar para si o que não é seu, além de impedir os que o mantém de criarem riqueza, seja para usufruirem dos valores por eles criados, seja para entregarem a força para o próprio governo.

Do jeito que está não dá!

É imperativo refundarmos o estado, fazendo com que o governo volte a ser o agente protetor da vida, da liberdade e da propriedade dos indivíduos que não violam esses mesmos direitos de ninguém.

Incrível que o governo gaúcho, comento porque ontem vi os números mais uma vez, não apenas gasta o que tira de nós, como gasta também o que não temos através de um endividamento crescente.

Não haverá gestão bem sucedida a governar o estado se não houver uma atitude disruptiva, que simplesmente desafie o status quo e faça o que nenhuma administração no passado ousou fazer.

Nenhum governante no passado teve a iniciativa de reduzir o tamanho do estado.

Mesmo os que privatizaram estatais, parcial ou integralmente, usaram os recursos obtidos para aumentar os gastos e a estrutura existente.

É indispensável, para que os gaúchos voltem a ter um padrão de vida civilizado, que o governante que está ocupando ou vier a ocupar o principal cargo público no estado, apoiado pelos demais poderes, faça cortes profundos na máquina estatal, com a privatização total do que não for essencial como a segurança e a justiça.

Toda a atividade que não envolver a própria natureza do estado, ou seja, o uso da coerção para combater a violência que envolve o uso da força e de fraude, deve ser extinta ou repassada à iniciativa privada, que faz mais com menos e melhor.

Não há escapatória!

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Ou reduzimos o governo, usando a racionalidade, ou ele sucumbirá em colapso pela nossa própria inanição perante os problemas que ele próprio gera.

Tenho dito que precisaremos de salvadores da pátria.

Entendam que esses não são aqueles que dizem que usarão os recursos do governo para prover a sociedade exatamente com menos do que ele tira dela, desperdiçando a diferença.

Os verdadeiros salvadores da pátria, entendam pátria como sendo todos nós da sociedade civil, serão aqueles que transformarão o problema que hoje é o governo, na solução que se espera dele e que ninguém mais pode prover, segurança e justiça contra aqueles que atentam contra a vida, a liberdade e à propriedade dos outros.

Atentados contra a vida, a liberdade e à propriedade dos outros, é o que vem sendo feito por aqueles falsos “salvadores da pátria”, populistas e demagogos que estamos cansados de ver no poder.

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