Neda Agha-Soltan, ex-estudante de Filosofia de 26 anos, que trabalhava com turismo em Teerã foi morta pela milícia do sistema de segurança do governo do Irã. Motivo: era uma das milhares de pessoas que protestavam contra o roubo nas eleições que reelegeram o criminoso Ahmadinejad.

Criminoso sim, pois negar o maior projeto de extermínio praticado pelo homem, o Holocausto, é juntar-se aos criminosos. E o que isso tem a ver com a gente? Tudo. Há valores que são conquistas da Humanidade e universais.

A democracia, a liberdade individual e o direito à vida são alguns. Esses direitos sustentam a decisão de pertencimento a uma religião, o comportamento segundo suas tradições e o contrário também. Uma das virtudes de um mundo globalizado é o acesso às conquistas obtidas por povos estrangeiros e a possibilidade de elas serem incorporadas por outras culturas.

Claro que não se trata de impor uma cultura, estabelecer uma forma de viver e sentir o mundo. Talvez Neda Agha-Soltan não quisesse se aculturar e jogar na lata do lixo sua cultura ou sua religião. Talvez desejasse somente lisura no pleito eleitoral ou poder acessar a Internet livremente ou viver segundo suas próprias convicções.

Mas isso no Irã é proibido. Há algo de semelhante entre a Alemanha de Hitler e o Irã de Ahmadinejad: as milícias matando e prendendo os opositores e o ódio declarado aos judeus e a Israel.

Temos a ver com o que se passa no Irã, como temos com os massacres na África ou o abandono de tribos no Brasil. Temos a ver com o destino de cada homem e mulher ou não pertencemos mais ao que imaginamos ser a Humanidade.

(O Dia – 25/06/2009)

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