Antenor Barros

A esquerda brasileira viaja há tempos entre a ignorância intelectual e o obscurantismo ideológico, com objetivos definidos e planos arquitetados, para assumir o poder, seus benefícios e vantagens.

Nos últimos anos ouvimos uma coletânea de mentiras que, passada a pessoas de menos informação (e no Brasil de cem milhões de eleitores que não leem, ou não sabem ler ou não entendem o que leem, é o que não falta) resultou em treze anos de trevas e de domínio da enganação. As eleições provaram, entretanto, que o povo, mesmo com dificuldades e às vezes, com mais tempo do que o desejado, sempre dá a resposta.

Os resultados dos treze anos do PT são alarmantes. Décadas perdidas. Educação destruída. Economia sem rumo. Empresas estatais assumidas por interesses particulares. Estrutura governamental destinada a corromper pessoas e empresas.

Discursos virulentos contra o lucro (dos outros), contra a iniciativa privada (mas sempre pedindo mais algum), contra as liberdades de empreender, contra os estrangeiros (mas adoram ir a Paris e Nova Iorque e, alguns inspiradores, tem até elegantes apartamentos em ilhas caras às margens do Sena), compuseram uma catilina podre que não resultaria em coisa diferente.

Abominam as escolas particulares, porque elas querem ganhar dinheiro com a educação. Mas colocam os filhos nelas. Exaltam os hospitais púbicos, mas, quando precisam, vão para os “Einsteins” da vida. Que só pensam no lucro.

Proíbem importar equipamento estrangeiro, para beneficiar empresários incapazes e aproveitadores (mais generosos em propinas) e se dizem defensores da indústria nacional.

Transformam a Petrobras no maior poço de corrupção jamais instalado no país e se vangloriam de defender as riquezas nacionais (não se esquecendo de fazer as suas próprias). Descaracterizam as agências reguladoras transformando-as em centros de apadrinhamento e se apresentam como defensores do mercado brasileiro.

Falam mal dos políticos e se mostram capazes de ações que os deixam como alunos do jardim da infância.

Em nome de não sei o que destroem a infraestrutura do país e a deixam nas piores condições já vividas. Portos, aeroportos, estradas, usados para enriquecer os “reguladores” e para criar dezenas de empresas de “faz de conta”, se transformaram em problema de altíssimo custo e agora é o setor privado (aquele que só pensa no lucro) que tem o dever de recuperar tudo para colocar o Brasil com condições de competir internacionalmente.

Nos 13 anos de trevas, sem dúvida, as greves nas universidades e escolas públicas bateram todos os recordes e atingiram no peito, exatamente, aqueles a quem diziam defender: os mais necessitados de aprender, de construir um futuro melhor. A educação que tinha sido destruída “pelas elite”, foi enterrada por eles. O melhor ministro de Educação que eles tiveram foi demitido por telefone.

Pode ser que agora a população brasileira entenda, de uma vez por todas, que apenas o trabalho e só o trabalho permite um verdadeiro desenvolvimento.

Que só um país educado pode dar oportunidade igual a seus filhos. Que só a produtividade permite competir.

Que só a inovação viabiliza o progresso. Que somente o mercado, que exige qualidade de produto e serviço, atende ao desejo do consumidor ansioso de ser bem atendido. Que a entrega tendenciosa de esmolas mensais não forma cidadãos. Apenas os eternizam na miséria econômica e social.

Os falsos profetas vêm de longe. Temos que tirá-los do presente para que não prejudiquem, mais ainda, o futuro. A frase é antiga, mas continua valendo: só o trabalho constrói. E de trabalho eles não gostam.

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