Autor Convidado: Sergio Moura

Se o Governo Federal, como noticiou a imprensa, vier a limitar os juros cobrados em empréstimos com desconto em folha para beneficiários do INSS, estará, mais uma vez, pavimentando a estrada que tem levado nosso povo à pobreza. O caminho de o Governo interferir nos preços dos produtos e serviços que empresas e autônomos oferecem no mercado não nos leva, seguramente, a ser um povo próspero, um povo em que a grande maioria ganhe mais de 5 mil por mês e o desemprego não passe de 5%, como no primeiro mundo. Medidas desse tipo – limitação de preços e de lucro da iniciativa privada pelo Governo – de que nossa economia está cheia, resolvem problemas pontuais de algumas pessoas desafortunadas, mas não contribuem para o bem comum e para o futuro dos nossos filhos e netos, não nos ajudam a criar um ambiente de prosperidade constante e crescente. O fato de burocratas acharem que sabem melhor do que nós como cuidar de nossos interesses particulares nos dá incerteza sobre os rendimentos futuros de nossos investimentos. Assim, passamos a investir menos, a gerar menos empregos (o que nos obriga a dar mais esmolas para necessitados) e a pagar menos impostos (quando aqueles que podem pagar têm de pagar mais). E é isso que está acontecendo no Brasil. A medida em estudo quer tabelar juros de transações particulares, por achá-los muito altos. Ora, os juros da nossa economia estão altos por culpa dos governantes, que os põem nas alturas e limitam a capacidade de empréstimo dos bancos para controlar a inflação. Entretanto, no primeiro mundo, os juros e a inflação são muito mais baixos. Por que não temos o mesmo? Porque os burocratas do Governo se intrometem onde não devem e gastam o que não podem, e porque o Governo não estimula o livre comércio e a competição, o que afasta os investidores. Como exemplo: recentemente, o Governo Federal proibiu que nós comprássemos pão por unidade. Será que um de nós crê que devemos pagar salário para um grupo de burocratas e políticos que não acha nada melhor a fazer que se preocupar com a forma como compramos pão? Nossos supostos representantes no Congresso deviam levantar a voz por nós. Mas, eles não são estimulados pela obrigação de defender nossos interesses. A maioria só pensa na competitividade eleitoral e em como financiar sua campanha. Por isso, eles só nos darão atenção quando conseguirmos olhar no olho do nosso deputado. Para tanto, só voto distrital. Exijamos do candidato que nos pedir voto o juramento de que vai lutar arduamente para aprovar o voto distrital no primeiro ano do mandato. Chega de pobreza! Emprego para todos com salários de primeiro mundo.

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