A grande esperança para muitos brasileiros desolados com a falta de ética na política nacional tem nome: Marina Silva. A ex-ministra do Meio Ambiente durante o governo Lula anuncia sua saída do PT, após 30 anos de militância, para entrar no PV. Marina é vista como uma idealista acima de qualquer suspeita. Será mesmo?

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que três décadas de filiação ao PT são suficientes para manchar o currículo de qualquer ser humano, mesmo aquele com a mais ilibada fama. Afinal, não é novidade alguma o uso das práticas imorais do partido em sua busca pelo poder. Relações com o jogo do bicho, parceria com ditadores comunistas, até mesmo afinidade e aproximação com terroristas e traficantes das FARC representam o histórico do PT desde muito tempo. A bandeira da ética sempre foi hipócrita, e está totalmente esgarçada pelas traças do poder.

Os casos mais recentes de apoio incondicional a figuras como Sarney são apenas a ponta do iceberg. O senador Flávio Arns, que também resolveu deixar o partido, afirmou: “O PT deu as costas para a sociedade, para o povo e para as bandeiras. Estou disposto a perder o último ano do meu mandato. O que não estou disposto é a atuar em desacordo com a minha consciência”. Ora, só posso concluir que a consciência do senador estava hibernando durante todo o governo Lula, durante o “mensalão” e tantos outros escândalos. Essa revolta tardia me remete ao caso do escritor Saramago, que “rompeu” com Fidel Castro após uma nova perseguição a intelectuais cubanos, ignorando os milhares de cadáveres acumulados na mais longa ditadura da América Latina.

Portanto, vamos colocar os pingos nos is: Marina Silva resolveu sair do PT apenas quando seu espaço político estava prejudicado. Mas ela é cúmplice desta quadrilha no poder, isso é inegável. Ela fez parte desse governo corrupto, e ainda que não tenha praticado atos ilegais, fez parte da máfia chamada PT durante esse tempo todo. Além disso, Marina mantém profunda admiração pelo partido e por diversos membros do partido. Um de seus gurus intelectuais é Leonardo Boff, da Teologia da Libertação, uma mistura tosca entre cristianismo e marxismo. Marina veste literalmente o boné da organização criminosa chamada MST. E por aí vai.

Muitos enaltecem o foco ambiental de Marina, mas mesmo aqui tenho mais críticas que elogios. Marina pode mesmo acreditar nos seus ideais ambientalistas, mas abraçou o que chamo de “religião verde”, uma postura fanática em relação ao meio-ambiente que representa uma ameaça ao progresso. Nos Estados Unidos, o político que soube explorar bem esse nicho, de forma claramente oportunista, é Al Gore. Essa seita acabou abrigando muitas viúvas do comunismo, que órfãos de uma ideologia, correram para o eco-terrorismo em busca de um meio para continuar atacando o capitalismo. Se essa turma neomalthusiana realmente concentrar mais poder, o retrocesso material será inevitável, colocando em risco o conforto e a própria vida de milhões de pessoas.

Com tudo isso, espero ter deixado claro porque Marina Silva não me convence de forma alguma. Em sua carta de despedida, ela diz: “Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o PT. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito”. Pois bem: quem tem tanto respeito assim pela corja petista, não merecerá jamais o meu respeito!

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6 comments

  1. José Carlos Jr

    Infelizmente alguns colegas blogueiros tem defendido a tese de que o fortalecimento da candidatura da Marina enfraquece a da Dilma. Vejo que, mesmo que isto ocorra, o ideal seria o fortalecimento que uma candidatura que representasse de fato os anseios da sociedade. Não se pode resolver um problema criando outro. Marina é e sempre será de esquerda. Não apóio nem um pouco sua candidatura. Ideologias a parte (de esquerda ou de direita) o modelo por ela defendido não representa o ideal de um país que se pretende grande e moderno. Mesmo sabendo que ela será uma nova Heloísa Helena das urnas. Abraços.

  2. Rafael Carneiro Garcia

    Tudo bem Senhor Rodrigo, mas então o que resta pra nós, meros eleitores, nas eleições presidenciais de 2010?
    Sinceramente gostaria da sua opinião pessoal(se não for uma invasão de privacidade, claro)
    Pode mandar a resposta por email.
    Rafael

  3. Rodrigo Constantino

    Rafael, infelizmente resta apenas o voto de protesto, ou seja, NULO! Quem sabe assim, um dia, tenhamos finalmente um candidato mais liberal de verdade…

  4. Bruno

    Sabia Constantino que tu é pior que o Sarney?

    E ainda quer falar o que da Marina? Seria um texto interessante se tivesse informação e mostrasse seu conhecimento sobre a biografia da ex-ministra.

    Mas o texto apenas está carregado de ranço, virulência gratuita e preconceito.

    Ao dizer que resta o voto de protesto, tudo bem, vejo a descrença na democracia representativa (um dos valores do millenium) mas também tu ataca a democracia participativa.
    Ou seja, só sabe escrever textinho com a bunda sentado na cadeira e escondido.

    Mas tu é muito COVARDE mesmo. É o arquétipo do almofadinha mesmo.

    Pergunta para o IM: É com isso aí que vocês querem melhorar a sociedade?

  5. Charles

    Eu duvido que apareça um candidato liberal se protestar… os maiores e mais fortes partidos do país sempre vão vencer as eleições, seja como for, um dá o passo direito e o outro o esquerdo como em uma dança de balé, mas ambos indo na direção da esquerda. Nós somos apenas a platéia, ou o maestro, que conduz a música, mas não toca. Se nós atrapalharmos a dança, o show apenas continuará, não notando a nossa vontade.

    Eu vejo o DEM como sendo mais propício a aceitar liberais, e é um partido forte, pode virar um partido aliado.

    Mas política é ação, e apesar desses textos críticos serem corretos, espalhar cultura para as pessoas eles não tem força política pois precisa mais do que críticas, é necessário solução e força para ação. É bom louvar os que fazem coisas boas também… é raro achar mas eles existem, como o dep. Jairo Paes de Lira, o Bolsonaro etc…

    Esse é um país sem estadistas, aqui político é profissão e maior parte é carreirista, há um abismo entre quem atua politicamente e o povo.

    É uma pena, mas somos fracos… e não conseguiremos nada se não termos aliados fortes e influêntes no país.

  6. ismar

    Coitado desse articulista…infelizmente pessoas com esses pensamentos tem espaço na midia