Nos pronunciamentos dos atuais candidatos à Presidência da República, noto que todos pretendem tornar o Brasil o melhor país do planeta. Ótimas intenções. Mas, nenhum deles veio a público mostrar o arcabouço financeiro em que alicerçarão suas promessas. De onde virá o dinheiro? O déficit público é enorme, e o atual ministro da Fazenda parece se acomodar com isto.

Como reverter a atual situação? Gostaria de conhecer a opinião dos candidatos sobre o assunto, com um programa baseado em números, disponibilidade de recursos, etc. Nenhum programa, seja governamental ou privado, poderá ter êxito se não tiver sólida base financeira para sustentá-lo. Lançar obras sem ter recursos financeiros para terminá-las é prova de leviandade, como estamos vendo no governo Lula.

Mas, o aspecto capital desta campanha é que os candidatos não se parecem dar conta da coisa mais importante: o povo brasileiro está “cheio” de governo. Está cansado e descrente dos poderes públicos. O contribuinte brasileiro, para qualquer lado que se vire, encontra o governo a exigir-lhe alguma coisa. É uma ilha cercada de governo por todos os lados. Excesso de regulamentos e portarias infernizam a vida dos contribuintes que têm dificuldades até para pagar corretamente seus impostos. Além disto, ao lado da fiscalização honesta que existe e luta para fazer seu trabalho, pululam fiscais desonestos anulando o trabalho dos honestos. Basta ver o episódio da atual quebra de sigilo de contribuintes pela Receita Federal. Aposto que ninguém vai ser punido. Marca registrada do governo Lula.

No Brasil, o governo tem dificuldades em entender que na democracia o poder mais alto é do contribuinte. Herança da cultura ibérica que é a cultura do privilégio dos governantes.

O que o brasileiro hoje deseja é exatamente isto: menos governo. Que o deixe trabalhar em paz sem ter de pedir licença, para tudo, ao governo. Nossa atual Constituição repetiu o erro de todas as outras, desde o “Regimento de Tomé de Sousa”, nossa primeira Constituição, com seus monopólios e alvarás.

Nenhum candidato que tenho ouvido falou nisso: libertar a sociedade, deixar correr solta a engenhosidade do brasileiro, para que possa produzir sem requerimentos, sem carimbos e sem audiências… No dia em que um Presidente da República se convencer de que não passa de um servidor público encarregado de proteger a sociedade e não cerceá-la, tutelá-la ou ditar-lhe normas descabidas, ai então poderemos chegar a ser nação de primeiro mundo.

O grande slogan dos atuais candidatos, o primeiro de todos, deveria ser: MENOS GOVERNO. Esta, sim, seria a grande privatização do setor público, com grandes benefícios para a sociedade. E lembro aos candidatos que, em uma empresa privada, os dirigentes administram seu próprio dinheiro. Em uma empresa pública, administram o dinheiro dos outros.

Termino esta breve dissertação com Roberto Campos: “O governo é uma máquina cara demais pelos parcos serviços que presta”.

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5 comments

  1. José Paulo de Macedo Soares Junior

    “No dia em que um Presidente da República se convencer de que não passa de um servidor público encarregado de proteger a sociedade e não cerceá-la, tutelá-la ou ditar-lhe normas descabidas, ai então poderemos chegar a ser nação de primeiro mundo”
    Prezado Jose Celso de Macedo Soares Junior
    Excelente texto, porem nehum destes candidatos atuais tem este perfil, o Brasil terá que aguardar as proximas gerações!

  2. silvio

    kkkkk, só vc achou esse artigo ótimo, é mais um exemplo do esgoto jornalistico de Vega, Folha, etc, etc, etc

  3. Jose Paulo de Macedo Soares Junior

    Parece que temos um filhote ridiculo de algum esquerdista
    para variar absolutamente mediocre, deve ser daqueles filhotes cubanos, bolvivianos ou venezuelanos…
    Mediocridade extrema…

  4. Jose Paulo de Macedo Soares Junior

    Prezado Jose Celso

    Parece que temos um filhote mediocre, provavelmente filho de algum Cubano, Venezuelano ou Boliviano!
    Nota-se claramente no incipiente comentário ignorância total!

  5. Jose Paulo de Macedo Soares Junior

    Prezado José Celso

    Parece que temos, um legítimo representante Cubano, Venezuelano ou Boliviano, medíocre e incipiente como todos!