Temos observado, em diversos veículos da mídia, as freqüentes visitas de chefes de governo a diferentes países. Vamos nos deter no caso das visitas ao Brasil e de nossos presidentes a outros países.

Comecemos pela visita do presidente americano Barack Obama ao Brasil. Não se pode acreditar que Obama tenha vindo ao Brasil para tomar banho de mar ou visitar o Cristo Redentor. Os Estados Unidos tem sérias preocupações com o fornecimento de petróleo para manter seu parque industrial em funcionamento. Como a produção local não chega a 30% de suas necessidades, tem que importar de outros países o restante. É, esta importação vem, principalmente, dos países árabes, destacando-se a Arábia Saudita. Com as recentes evoluções nestes países, os Estados Unidos tem receio que venham a ser dominados por facções islâmicas hostis a eles. Há que procurar outras fontes de suprimento, já que a Venezuela de Chavez não é confiável. O Brasil, com as recentes descobertas da petróleo na chamada camada do pré-sal, torna-se grande produtor de petróleo. Daí o interesse dos Estados Unidos em garantir a compra de parte de sua produção. Esta a verdadeira razão da visita de Obama ao Brasil. Cabe ao Brasil tirar o melhor proveito da situação, recebendo dos Estados Unidos a melhor cooperação possível na transferência de tecnologia que ainda não dominamos totalmente e, retirada de tarifas injustas, como o caso do suco de laranja, em que os Estados Unidos, para proteger os produtores da Flórida, praticamente inviabiliza nossa exportação de suco de laranja para o seu país.

Vamos ao caso da visita da Presidente Dilma à China. A China com sua moeda artificialmente desvalorizada e com os baixíssimos salários que paga a seus trabalhadores está inundando o mundo com produtos manufaturados que outros países dificilmente,podem competir.Isto causa fechamento da industria local. No caso brasileiro somos grandes exportadores de minério de ferro, soja e carne para a China. Mas, são produtos de baixo valor agregado o que beneficia à China Para resolver estes problemas é que a presidente Dilma, acompanhada de empresários brasileiros para lá se deslocou. Não foi, evidentemente, para ver a cidade proibida e os soldados de barro, maravilhas da humanidade, que se encontram em Shen, que já tive ocasião de vê-los quando de visita àquele país. Parece ter também resolvido o caso da Embraer cuja fabrica ali instalada estava ameaçada de fechar por decisão autoritária do governo chinês. A este respeito, como democrata convicto, não acredito no atual sistema ditatorial de governo existente na China. Dias virão em que os democratas que hoje estão sendo encarcerados pala atual ditadura imporão sua vontade.

Com relação aos interesses comerciais ou não entre países fico com Lord Ashton: “Não há países amigos. Há interesses coincidentes!”.

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