Aqui no Brasil a escolha da escola dos filhos é um privilégio dos mais ricos. O sistema escolar público é gerido de maneira centralizada e as escolas, diferentemente do sistema privado, não têm razão para competirem entre si. Os vouchers escolares, tíquetes de valor semelhante ao que o Estado gastaria para manter um estudante na rede pública, têm se mostrado uma alternativa viável na gestão do sistema escolar em países como Canadá, Nova Zelândia, Índia e Chile. Resultados divulgados pelo School Choice Institute mostram que em Milwaukee os resultados são concretos e comprovam a viabilidade dessa alternativa. No estudo “Graduation Rates for Choice and Public School Students in Milwaaukee”, Jay Greene, pesquisador sênior do Manhattan Institute, demonstra que as crianças cujas famílias usam vouchers escolares possuem uma taxa de graduação do ensino médio mais elevada do que as que são alocadas em escolas públicas pelos critérios do governo. “As evidências mostram claramente que os estudantes que recebem vouchers para frequentarem uma escola particular em Milwaukee terminam o ensino médio em um proporções muito maiores do que os estudantes do Sistema Público de Milwaukee. Estudantes no programa de vouchers também se formam mais em comparação com os estudantes das escolas públicas seletivas (escolas que exigem um certo nível de mérito acadêmico para o aluno se matricular), sugerindo que as diferenças no histórico do aluno, pouco provavelmente, representam o melhor desempenho dos estudantes usuários de voucher.” O caso do vouchers escolares, cada vez mais embasado em pesquisas que comprovam o bom desempenho dos programas, seria uma alternativa muito interessante para o sistema escolar brasileiro, que é caro, ineficiente e apresenta uma taxa de repetência pior que a do Haiti.

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