Os desafios do século XXI

A busca pela liberdade tem sido uma grande angústia da humanidade, um desafio que segue nos dias de hoje, mesmo com a evolução do desenvolvimento social e econômico. Ao longo da história, grandes lutas foram travadas contra a opressão aos direitos dos indivíduos, em revoluções, guerras ou períodos de exceção. No século XX, os principais exemplos disso são a revolução comunista, Cuba e os governos de Hitler e Mussolini.

Quando olhamos para o atual cenário mundial, continuamos com uma série de processos extremamente danosos à liberdade e, infelizmente, com uma tendência crescente de formação de novos regimes ditatoriais, sendo que alguns deles têm o agravante de misturar poder político e religião. Uma das piores ameaças originadas nos regimes autoritários está no ambiente econômico, pois muitos países buscam um intervencionismo estatal crescente. Paralelamente à liberdade econômica e à participação seletiva e estratégica do Estado nos assuntos econômicos, é fundamental a garantia a estabilidade da democracia no mundo, sem riscos de crises políticas ou da possibilidade de retorno ao autoritarismo, seja ele de esquerda ou de direita.

Na economia, esse intervencionismo estatal faz com que princípios como o “free and fair trade” seja ameaçado. Um exemplo disso é o período de crise econômica mundial que estamos vivendo agora, em que as expressivas falhas do sistema financeiro do Banco Central dos Estados Unidos contagiaram grande parte dos sistemas de países menos estruturados e ordenados. Em razão da crise, a necessidade do intervencionismo norte-americano fez com que tivessem um abalo extremamente forte os principais paradigmas mundiais no campo da liberdade empresarial ou no campo da livre iniciativa. A ganância e a indisciplina na gestão dos mercados levaram o mundo a um tumulto que resultou em um recuo no processo de conquista das liberdades.

Portanto, é importante reconhecer os impasses e impactos gerados por essa crise, pesquisar e trabalhar com o objetivo de gerar novas proteções para os direitos dos indivíduos. Nesse cenário, surgem alguns novos temas vinculados à dimensão do intervencionismo, estatal ou não.

No contexto global, devemos também avaliar os conceitos de sustentabilidade, os quais alteram a discussão sobre o modo como o mundo deve trabalhar e regulamentar a sua evolução. Isso porque os princípios do desenvolvimento sustentável ultrapassam os interesses da nação, prevalecendo os benefícios em prol de toda a humanidade. Nesse sentido, ao apontar os desafios do século XXI, enfrentamos um grande dilema. De um lado, devemos organizar os cenários da globalização considerando o crescimento sustentável e, do outro, consolidar a liberdade de uma forma institucional, garantindo que os direitos individuais sejam respeitados. Isso sem falar na liberdade religiosa, o que um limitado percentual da população mundial possui.

Não podemos esquecer também que os verdadeiros resultados da capacidade de criação da humanidade são decorrência dos níveis de liberdade que ela pratica. Todos os períodos de prosperidade, em qualquer região do mundo, foram obtidos por meio de altos níveis de liberdade institucional. As intervenções estatais sempre nos levaram a uma estagnação do desenvolvimento da economia. Logo, garantir e consolidar a liberdade são os grandes desafios para o século XXI. Trata-se de um dilema que requer o aprofundamento de conceitos e princípios, considerando que a verdadeira democracia não está na força das decisões das maiorias, mas no respeito das minorias.

São esses desafios que nos levam a reconhecer a importância de organizações “think tank” como o Instituto Millenium. Esse importante centro de estudos, pesquisa, divulgação e formação em assuntos públicos promove os valores e princípios de uma sociedade livre – liberdade individual, direito de propriedade, economia de mercado, estado eficiente, democracia representativa, estado de direito e limites institucionais à ação do governo. Com esse trabalho, o Instituto procura alcançar o público formador de opinião e a sociedade em geral para garantir que nos tornemos uma força efetiva e poderosa em nome da liberdade econômica, política e cultural. É dessa forma que poderemos enfrentar os grandes desafios do século XXI e, assim, construir um mundo melhor e com mais igualdade de oportunidades.

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1 comment

  1. Filomeno Martins da Luz

    O pais precisa de homens com essa mentalidade,que pensa e transmite com segurança suas ideias de um futurista,parabens gostei muito do artigo,sou estudante do Curso de Gestão Ambiental.

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