O Chile é hoje um país sem dívida pública e com superávit fiscal.Vão sobrar uns 17 bilhões de dólares nos próximos quatro anos, cerca de 14% do PIB atual. Os chilenos terão que escolher entre dois caminhos: ou maiores gastos públicos ou corte nos impostos.

Em recente seminário da Fundacion Chile 21, a presidente Bachelet já deixou claro que quer gastar: “Nossa resposta ao desafio do moderno Estado Social de Direito é um Sistema de Proteção Social, retomada da nossa matriz histórica estatal que proteja não somente os mais necessitados mas enfrente as inseguranças da sociedade moderna”. Alguma novidade? Velhos leros são duros de mudar. Como confessou Hillary Clinton, “somos viciados em governo”.

Entretanto, a real novidade do caminho de corte nos impostos que liberasse recursos para o setor privado, sem precisar cortar gastos públicos ou criar dívidas públicas, continua na agenda política do Chile. Caso escolhido, este caminho seria uma experiência única sobre o mistério que é a riqueza das nações.

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