“É sumamente melancólico – porém não irrealista – admitir-se que no albor dos anos 60 este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: ‘anos de chumbo’ ou ‘rios de sangue’…” (Roberto Campos)

Em artigo publicado hoje (16/06/09) em O GLOBO, Frei Betto tenta reescrever a História da esquerda atualmente no poder. Usando o recurso da “vitimização”, ele fala dos horrores da ditadura militar, como se aqueles grupos terroristas de esquerda realmente lutassem pela democracia. Frei Betto enaltece figuras como Carlos Marighella, Franklin Martins e Dilma Rousseff, guerrilheiros com fichas criminais bastante extensas.

Não obstante o fato de que os fins não justificam os meios (seqüestros, assaltos e ataques terroristas devem ser sempre condenados, independente da causa usada para justificá-los), devemos questionar quais fins esses comunistas almejavam. Afinal, Frei Betto, que também foi guerrilheiro, acha que os brasileiros devem a redemocratização a estas pessoas, enquanto elas, na verdade, lutavam para implantar no país um regime como o cubano, que até hoje é admirado por muitos deles.

E se tem uma coisa que não existe nem de perto em Cuba, essa coisa é justamente a democracia. Como disse Roberto Campos, “comparados ao carniceiro profissional do Caribe, os militares brasileiros parecem escoteiros destreinados apartando um conflito de subúrbio”. Os admiradores do ditador Fidel Castro não defendiam democracia alguma; muito pelo contrário. Fernando Gabeira, um desses guerrilheiros na época, chegou a confessar: “Estávamos lutando para substituir um sistema totalitário por outro sistema totalitário”.

Vamos abrir todos os documentos da época da ditadura sim. Inclusive aqueles que mostram a verdadeira face desses que agora posam de paladinos da democracia, mas que sempre reverenciaram os regimes mais ditatoriais e nefastos que o mundo já viu.

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