O Brasil é  um país que anda de lado em relação à sua capacidade por desenvolvimento, quando comparado as demais potências do Mundo, como Estado Unidos, Alemanha, Japão e em relação aos seus concorrentes emergentes, como Rússia, Índia e China.

O problema do crescimento nacional está na visão míope dos governantes, em relação às opções por investimentos de longo prazo. No passado, o crescimento foi financiado por um endividamento público exorbitante, sendo pago por pesadas taxas de juros, oriundas do processo inflacionário e por uma década perdida. Atualmente, as análises técnicas são positivas, com muitos economistas festejando um PIB de 2% ao ano, apesar da crise de crédito mundial.

Porém, 2% de crescimento pode representar algo positivo? Para uma nação com tantos problemas sociais, o ideal seria algo em torno a 10% ao ano. Neste caso, a geração de riqueza seria útil para o aumento da renda per capta, para maiores investimentos em infraestrutura, em educação de qualidade, em novos postos de trabalho, no equilíbrio da previdência social e até mesmo para estimular o comércio internacional.

No entanto, é perceptível a elevação do endividamento público e a distribuição de “bolsas” de todos os gêneros para as camadas mais pobres da população, sendo uma conta muito cara para ser paga no futuro. A mão pesada do Estado volta a ser evidente, em um país com ampla necessidade pela participação do mercado privado, através do seu dinamismo e inovação.

Enquanto isto, os Estados Unidos, país considerado “morto”, pelos que são contrários ao modelo liberal, vem priorizando a realização de reformas, como as da saúde, previdência e até mesmo trabalhista, demonstrando agilidade no processo de tomada de decisões. Também devem ser registrados os incentivos as pesquisas e maior formação de doutores, devida a preocupação de longo prazo pelo povo americano, sendo algo contrário em solo nacional, com estudos inclusive, para o descredenciamento de institutos e fundações de notório saber, com ampla congregação de doutores, junto ao MEC.

Enquanto o Brasil opta, radicalmente pelo modelo do petróleo, em detrimento a outras fontes energéticas, nas melhores universidades americanas o pensamento está para o etanol, eletricidade e novas tecnologias sustentáveis.

A histórica é clara, simples e por vezes redundante. Da era do carvão, passando pelo petróleo, etanol e novas fontes energéticas, o Brasil, opta pela visão estatal, de curto prazo e sem o incentivo ao pensamento crítico por novos cenários, que gerem riqueza e prosperidade. O país do futuro continuará para sempre, como um desejo e não sendo traduzido em fatos absolutamente reais.

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