Quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Mantenedores mantenedores

Para sairmos da crise, todos terão que perder?

O Brasil vive atualmente sua maior crise econômica em oito décadas. No biênio 2015-2016, o PIB Brasileiro deve cair cerca de 10%. Somente no biênio 1930-1931, quando o mundo passava pela Grande Depressão, é que o Brasil teve um biênio de crescimento negativo, e ainda assim com uma queda acumulada de 5,5%. Na verdade, atualmente, o Brasil vive uma depressão econômica de proporções históricas. Os 11 milhões de brasileiros desempregados mostram o significado de uma depressão econômica.

A depressão econômica que vivemos é acompanhada por uma crise política inédita. Relatos de financiamento ilegal de campanhas eleitorais e evidência de enriquecimento ilícito abundam em Brasília. Há um forte movimento em direção ao
impeachment da Presidente. O governo, numa tentativa desesperada de evitar o impeachment, recorre à velha estratégia do “toma-lá-dá-cá”, e apresenta aos brasileiros um grotesco espetáculo, onde cargos na administração pública são negociados abertamente em troca de apoio político.

A crise atual é extremamente custosa para os brasileiros. Quais são os custos da crise? Quem perde com atual crise? O que fazer para sair da crise? Os custos econômicos da atual crise são enormes. As distorções causadas pelo intervencionismo, pela incompetência, e pela irresponsabilidade fiscal do governo nos últimos 14 anos levarão anos para serem revertidos. O intervencionismo e a incompetência do governo se mostram óbvios no setor de óleo e gás, no setor de energia, no descontrole inflacionário, e no alto desemprego. A irresponsabilidade fiscal se traduz numa dinâmica insustentável na relação dívida-PIB, que implicará um crescente ônus para o contribuinte.

Uma depressão econômica como a atual atinge todos na economia. Naturalmente, não de forma homogênea. Os indivíduos nas camadas inferiores de renda sofrem mais com a crise, pois estes não possuem reservas que possam absorver um choque negativo de renda como o desemprego. Jovens entrando no mercado de trabalho também sofrem mais, pois aqueles que não conseguirem se colocar no mercado verão seu capital humano se depreciar, o que dificulta a colocação no mercado de trabalho após a crise. O mesmo ocorre com indivíduos maduros que ficam muito tempo desempregados, a depreciação do capital humano torna-se uma barreira para voltar ao mercado de trabalho.

Para sair da crise, a primeira coisa a se fazer é trocar o “top management” do Brasil. Isto é, trocar o governo atual. Este governo já demonstrou sua total incapacidade de construir um projeto para o país. Não há como a economia sair da crise e crescer com
um governo incompetente. Ao contrário da sabedoria popular, o maior problema do Brasil não é a corrupção (esta, entra em segundo lugar), é a incompetência do governo. No dia 17 de Abril de 2016, a Câmara dos Deputados tomou o primeiro passo
para a saída da crise com a aprovação do processo de impeachment.

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