Prêmio ao empreendedorismo

A revista “Forbes” publica anualmente a lista dos homens mais ricos do mundo. E a revista “Época” celebrou a presença do brasileiro Eike Batista, com fortuna calculada em US$27,5 bilhões, entre os heróis do capitalismo moderno, ao lado do investidor Warren Buffett (US$47 bilhões), do inovador Bill Gates (US$53 bilhões) e do magnata das telecomunicações Carlos Slim (US$53,3 bilhões).

A economia mundial está passando por uma fase de mudanças extraordinárias. Há excesso de mão de obra, com a entrada de bilhões de trabalhadores do Leste Europeu e da Ásia nos mercados de trabalho globais. Sobra tecnologia, com os diversos setores empresariais ainda digerindo a recente onda de inovações, particularmente com a convergência de mídia, telecomunicações e internet. E tem dinheiro barato no mundo inteiro. O que falta são líderes e empreendedores, um fator essencial para o sucesso nos negócios. A fulminante ascensão de Eike é um prêmio a seu empreendedorismo.

A propósito, estive recentemente na agradável casa de Jack Welch, à beira de um lago num afluente condomínio em Palm Beach, na Flórida, onde tivemos uma excelente conversa, que se estendeu das 10h até o fim da tarde. Jack Welch, como se sabe, foi escolhido o melhor administrador do século pelas revistas “Fortune” e “Business Week”. Comandou a General Electric durante 20 anos (de 1981 a 2001), período em que multiplicou por 30 vezes o valor de mercado da companhia. Autor de best-sellers como “Paixão por vencer” e “Jack definitivo”, dedica-se hoje a divulgar seus ensinamentos em conjunto com sua esposa, Suzy Welch.

O executivo considera qualidades importantes da liderança a coragem na tomada de decisões, uma visão significativa para o futuro da empresa, o foco nos resultados da empresa como um todo à frente dos interesses departamentais mais restritos, o talento comercial, a capacidade de lidar com o paradoxo e a ambiguidade de maneira construtiva, e o conhecimento efetivo de seu negócio de modo a desenvolver estratégias que sejam ao mesmo tempo criativas e realistas. “O empreendedor tem de inspirar a equipe inteira. Precisa transpirar uma energia positiva. Definir a visão. Inovar, decidir, executar. Montar excelentes times”, receita Jack Welch.

“Recursos humanos de alta qualificação são indispensáveis ao sucesso do empreendimento”, prosseguiu. E encerrou a reunião com entusiasmante referência ao brasileiro que nos apresentou, José Salibi Neto: “É o maior especialista em marketing que conheço. Se vivesse nos Estados Unidos, seria famoso.” No momento em que boa parte do dinheiro do mundo elege o Brasil como prioridade para seus investimentos, e que a poupança interna também se desloca para o mercado de ações, o prêmio ao empreendedorismo e aos times de extraordinário talento continuará existindo ao longo dos próximos anos nas bolsas brasileiras.

 

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