O Governo do Estado de Minas Gerais apresenta-se como um forte indutor ao desenvolvimento econômico regional e até mesmo nacional. Em parceria com empresas privadas, o governador Aécio Neves vem promovendo uma revolução na administração das finanças públicas e na execução de projetos importantes, por exemplo, nas obras para a ampliação do aeroporto de Confins, em correlação com as novas instalações do centro administrativo mineiro.

A proposta está em implementar em Belo Horizonte o modelo das cidades-aeroporto, tão difundido em países como Estados Unidos, Inglaterra, China e Coréia do Sul. A idéia está em utilizar o aeroporto de Confins para a movimentação de cargas, pessoas, desenvolvimento de projetos e até mesmo para o entretenimento, tudo em um único espaço multifuncional.

Para este novo modelo logístico integrado, o Brasil está atrasado, se comparado às nações citadas acima, pois ainda tem sérios problemas a resolver nas instalações de seus terminais, na legislação fiscal e no incentivo à produção de recursos materiais de alto valor agregado. Portanto, os desafios são enormes. Mas existe vontade política, dinheiro em caixa e parceiros nacionais e internacionais interessados no negócio.

Deve-se observar que Minas Gerais é um Estado caracterizado pela forte presença das indústrias siderúrgicas e de mineração. Logo, ao pensar na logística aeroportuária, o salto qualitativo e para o crescimento das exportações de outros produtos é enorme.

A escolha do aeroporto de Confins como vetor para esta nova matriz de desenvolvimento está relacionado à sua localização estratégica no território nacional, ou seja, a possibilidade de funcionar como um centro de distribuição de rotas para todo o Brasil. Além disso, este aeroporto foi o primeiro a receber a autorização da Receita Federal para operar no modelo industrial, no ano de 2005, à frente do aeroporto de Viracopos em São Paulo, além de possuir área suficiente para ampliar as suas instalações, envolvendo mais pistas, novos terminais e com a presença direta de empresas interessadas.

Para uma organização de grande porte tornar público o seu processo de expansão, muitos fatores são analisados, sendo essencial a estabilidade política e reais as possibilidades de retorno sobre o investimento. Neste caso, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes vem realizando um processo de expansão de seu Centro de Manutenção em Confins, devido aos incentivos concedidos ao aumento da demanda por vôos. Em paralelo, muitas empresas já manifestaram o seu interesse em operar em Belo Horizonte, desde grandes indústrias até companhias aéreas nacionais e internacionais.

Finalmente, a competição direta com São Paulo é algo saudável, apesar da forte concentração econômica deste Estado. Porém, quanto maior for a descentralização econômica, menores serão os custos de transporte, os benefícios para as empresas e a sociedade como um todo. Concluindo, o modelo proposto para o aeroporto de Confins pode se tornar uma nova vertente para o país, com Minas Gerais assumindo uma importante função de liderança para a atração de novos negócios e recursos financeiros.

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