Não quero reforma, quero faxina

Indispensável comentar a resposta do Palácio do Planalto às manifestações de 15 de março.

Isto porque seus ocupantes, ainda não entenderam a mensagem das ruas.

Não queremos reformas que impossibilitem o exercício do direito à liberdade de expressão, da qual o financiamento de campanhas eleitorais, feito por pessoas físicas ou jurídicas, a seu critério, é uma de suas formas.

Não queremos o governo tirando mais dos nossos recursos, tentando direcionar a nossa voz como ele bem entende.

Somos contra a imoralidade e não cremos, com base nas evidências e na dedução lógica, que o atual governo possa, um dia, responder como deveria, com absoluto apego à verdade e à decência.

Hoje, é consenso, entre aqueles que se submetem à realidade e à lógica, que dissociar o PT da corrupção é ignorância ou fanatismo.

Qualquer pacote anticorrupção, para ter um mínimo de coerência e legitimidade, na minha opinião, deveria conter sete pontos:

1.José Dirceu, José Genoíno e todos os demais corruptos já condenados, deveriam voltar para a cadeia para cumprirem suas penas integralmente, sem privilégios ou subterfúgios.

2.O ministro Dias Toffoli, do STF, pelo menos, deveria declarar-se impedido de julgar assuntos que envolvem o PT, ou qualquer de seus membros.

3.A Polícia Federal deveria seguir com seu poder investigativo, independente e impessoal.

4.Os políticos deveriam perder o foro privilegiado, e crime onde o governo ou um de seus agentes figurasse como réu, deveria ser imprescritível.

5.Todas as empresas estatais deveriam ser privatizadas, o acesso aos mercados liberado e o controle de práticas autorregulado.

6.Lula e Dilma deveriam ser considerados suspeitos e submetidos à investigação.

7.O PT e seus dirigentes deveriam ser considerados suspeitos e submetidos à investigação.

No próximo dia Doze de Abril, a mensagem será reenviada. Esperamos que a destinatária honre seu cargo, respondendo com sua própria voz.

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