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“Uma nação de verdade não nasce por acaso, precisa ser construída. As ferramentas para isso são a educação e a liberdade de expressão”

A ideia de transformar o Brasil em uma grande sociedade aberta inspirava o editor Roberto Civita. O testemunho de suas convicções está no compromisso assumido por Giancarlo Civita e seus irmãos Victor e Roberta com o legado do pai: “Uma nação de verdade não nasce por acaso. Precisa ser construída. As ferramentas para isso são a educação e a liberdade de expressão. Perseverar na busca da verdade, na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e no fortalecimento de nossas instituições democráticas”.

Na matéria especial “Memórias de um editor”, de sua revista “Veja” desta semana, o empresário Roberto Civita dá uma ajuda ao Roberto Civita editor, explicando fundamentos das modernas democracias liberais: “Sem a livre iniciativa, não há concorrência; sem concorrência, não há publicidade; sem publicidade, não há imprensa independente; sem imprensa independente, não há democracia.” E reafirma o liberal-democrata, em advertência bastante atual: “A livre iniciativa faz parte da democracia. Não se pode ter um país livre e democrático com capitalismo de Estado.”

Roberto foi único. Fará imensa falta

Jantando com o editor e empresário em sua casa há poucos anos, apresentou-me seu filho Giancarlo e conversamos sobre os impactos das novas tecnologias sobre os setores de mídia, telecomunicações e educação.

Inovações disruptivas dissolveram as fronteiras bem definidas de setores até então estáveis e forçaram a convergência dessas indústrias. Eu tinha um fundo de investimentos e uma brilhante equipe dedicados à educação, e acreditamos todos na capacidade da livre iniciativa de contribuir para transformar o país pela educação. Em apenas dois meses, nascia a Abril Educação, com a missão de universalizar educação de qualidade para centenas de milhares de estudantes brasileiros. “Quando sair de cena, vou deixar duas empresas importantes, a Editora Abril e a Abril Educação”, disse o empresário.

Após esses anos de convivência como sócios, posso dizer dos Civita o que disse Roberto, em “Memórias de um editor”, sobre a importância da confiança mútua na condução dos negócios: “No fim, aceitaram minha proposta com um aperto de mão. Nada por escrito, eles cumpriram o combinado, eu também. Sempre gostei disto: o aperto de mão, a palavra dada, o fio de bigode, olhos nos olhos.” Roberto foi único. Fará imensa falta.

Fonte: O Globo, 03/06/2013

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