Sucessão de equívocos

Primeiro, os artistas de rua foram impedidos de trabalhar por conta do choque de ordem. Como se fossem responsáveis pelo caos. Deram-se conta do ridículo e voltaram atrás, acho. Depois foi coco na praia. A ideia genial também durou pouco.

Nesta semana, tiveram que devolver os brinquedos do Baixo Bebê, surrupiados pela estupidez zelosa de um fiscal da nossa vida. Só faltou prender as babás e as crianças por desordem. Começo a pensar na ação de agente infiltrado querendo desmoralizar as ações necessárias para o ordenamento do espaço público.

Agora, somos surpreendidos com a quebra da promessa de não aumentars impostos. Vem aí a taxa de iluminação pública! Como diz o Gerson, é brincadeira! E ainda ouvimos o prefeito dizer que a RioLuz não precisa de dinheiro; tem apenas problemas de gestão.

E atente, caro cidadão, a maioria dos vereadores aprovou a taxa incluindo-a na sua conta de luz, na proporcionalidade de seu gasto. Sabe o que quer dizer? Seremos tratados desigualmente. O que tem a ver sua conta de luz com a luz dos postes? E você já paga no IPTU.

Na quinta-feira, li em O DIA frase do vereador Paulo Messina que, inconformado com o rolo compressor da base do governo, afirmava que a Câmara tem legislado para a prefeitura e não em proveito da população. Isso é muito grave.

Como defender a democracia representativa se somos traídos pelos nossos representantes? Desmoralizar a Câmara é passo decisivo para a implantação de ideias descabidas e totalitárias do Executivo.

Sem democracia, não adianta luz no poste, pois estaremos nas trevas. Agora, é espernear para que o prefeito volte atrás e não sancione mais esse abuso nas nossas vidas.

(O Dia – 13/12/2009)

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