Tendências para Pampulha e Confins

Ao analisar a dinâmica econômica brasileira, percebe-se que o crescimento do PIB é resultado do aumento da produtividade empresarial, da manutenção das condições macroeconômicas e acesso ao crédito pelas classes C e D, consumindo produtos nunca antes sonhados e viajando pelo país.

Porém, existem inúmeros gargalos ainda sem solução, como a carga tributária excessiva, a elevação das importações e os inúmeros problemas de infraestrutura logística, destacando-se a aeroportuária, com forte impacto para o crescimento sustentado e de longo prazo.

Os estudos da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) indicam uma elevação significativa de passageiros em todos os aeroportos, sendo uma resposta ao ambiente econômico. No entanto, existe um descasamento entre a oferta e demanda, sendo potencializada com as condições deficientes dos aeroportos, elencado as deficiências dos terminais de passageiros, manutenção das pistas e dos equipamentos de supervisão. Mediante este cenário, qual seria o posicionamento de Minas Gerais, para o desenvolvimento dos seus dois principais aeroportos – Pampulha e Confins?

Dados da IATA (Associação Internacional de Aviação Civil) indicam um crescimento médio de 10% ao ano para a aviação brasileira, porém com ausência de um planejamento estratégico para o setor e desdobramentos para a aviação regional, o que representaria em pouco tempo, no estrangulamento do segmento.

No entanto, o Governo do Estado de Minas Gerais, vêm executando o ProAero, como um programa inovador e capaz de adequar, ampliar e melhorar toda a malha aeroportuária mineira, promovendo o desenvolvimento econômico regional, estando inseridos os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Se no passado, o aeroporto da Pampulha era o centro da aviação do Estado, restando para Confins, a movimentação das rotas excedentes, atualmente, a dinâmica é contrária. Apesar das inúmeras críticas, o terminal da Pampulha está destinado para a aviação regional, servindo de conexão para destinos como Juiz de Fora, Uberlândia e Montes Claros, com amplo interesse da Trip e Azul. Observa-se também, as atuais restrições técnicas e ambientais deste aeroporto, sendo praticamente inviável a utilização de jatos de grande porte.

Quanto ao aeroporto de Confins, o mesmo inicialmente foi configurado como um aeroporto internacional, recebendo o status de terminal industrial em 2005, sendo o primeiro deste gênero no país. O próximo passo consiste na adoção de um modelo caracterizado como “cidades-aeroporto”, congregando a presença do governo (através da cidade administrativa), serviços, linhas de transportes eficientes (justificando o estudo para linhas expressas de ônibus e metrô até o centro) e a movimentação de cargas, em proximidade as linhas ferroviárias próximas ao terminal de cargas. Da mesma forma, o aeroporto atuaria em conexão com a Pampulha, recebendo passageiros regionais, para vôos nacionais e internacionais.

Sendo a aviação a responsável pela movimentação de produtos de alto valor agregado, bem como de executivos e turistas, caberia ao governo, ser o indutor do crescimento, atraindo empresas interessadas para atuarem em Confins, reduzindo impostos e a burocracia legal para a sua utilização.

Exemplos de aeroportos como os de Vancouver (YVR) e Londres (Heathrow), operando conjuntamente com aeroportos regionais são bem-vindos para um planejamento estratégico de longo prazo e não somente para a realização de eventos esportivos, gerando benefícios para toda a sociedade.

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