Uso político da Petrobras?

É de conhecimento geral, sobre a Petrobras e a sua grandiosidade histórica para o desenvolvimento nacional das últimas décadas. Criada por Getúlio Vargas, a partir do movimento “o petróleo é nosso”, esta empresa vem se destacando pela sua engenhosa capacidade pela utilização de tecnologia em águas profundas e na geração de riqueza ao Brasil. Se no passado o Banco do Brasil era a organização preferida para se trabalhar, hoje, a Petrobras é o alvo.

Atualmente, avaliam-se as possibilidades sobre o fim da era do petróleo, em relação à atual capacidade de exploração e produção desta fonte energética, em todo o mundo. Porém, devido às recentes descobertas de novas reservas, pelo comportamento dos preços do barril no mercado internacional e pelos fatores totais de produtividade relacionados ao petróleo, talvez, a opção pelos biocombustíveis não seja satisfatória.

Seguindo estes preceitos e tendências para o setor de combustíveis, a Petrobras é a responsável ainda, pela descoberta da camada pré-sal, tornando o Brasil, umas das maiores potências do mundo em relação à questão energética. Logo, cabe a estatal a competência central em gerir estes recursos, não devendo ser avaliada a criação de uma nova empresa pública para o segmento, em comparação ao modelo norueguês.

Uma organização com todo este significado histórico, não poderia ser tratada com descaso e como obra do acaso para movimentos políticos. Podem ser citadas, as inúmeras tentativas de apropriação de partidos políticos por cargos de relevância, como o de exploração e produção, responsável por elevados recursos financeiros, além da questão do pré-sal. Ao mesmo tempo, quais seriam os fatores reais, para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), liderada por políticos como os senadores Renan Calheiros e pelo ex-presidente Fernando Collor?

Diante de um mercado mundial em crise, a Petrobras é um dos principais pilares para a sustentação do PIB no Brasil, sendo amplamente supervisionada por órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários, pela Securities and Exchange Comission, pelo seu Conselho de Administração, pelo Tribunal de Contas, entre outros e em respeito as mais severas normas de governança corporativa e contábeis.

Resta tempo ainda, para verificar a criação de argumentos, a favor de sua privatização, sendo mais uma análise equivocada, devido ao seu valor estratégico e de mercado, bem diferente, quando tratada a questão da produção de aviões e da exploração de minério de ferro.

Caso esta CPI seja aprovada, a tendência de desvalorização das ações é uma possibilidade no curto prazo, com possível valorização no longo prazo. Porém, o mais importante será o fortalecimento de uma marca histórica para o Brasil e para o Mundo, com a observação de que a verdadeira CPI a ser criada, não seria a da Petrobras, mas a do governo, como um todo, devido à falta de foco e planejamento para as suas ações.

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