Roberto DaMatta
Roberto DaMatta é antropólogo e escritor. Tem mais dez livros publicados como "Índios e Castanheiros" (Difusão Européia, 1967), "O que é o Brasil?" (Rocco, 2005) e "Crônicas da vida e da morte" (Rocco, 2009).

Onde está a saída?

Roberto DaMatta: "Não há mais a possibilidade de 'consertarmos' o Brasil por meio de um modelo externo ou de um salvador vindo de fora"

É possível compreender?

"O encontro com o outro obriga a perceber a diferença, e a diferença é o limite que condena a traduzir e a tentar compreender", diz Roberto DaMatta

Ser como todo mundo?

Uma palavra resume a crise brasileira: a igualdade. Conforme tenho salientado no meu trabalho e nesta coluna, o Brasil não tem problemas com a desigualdade. Ele ama de p...

Nevoeiro ou labirinto?

Saindo de uma monarquia patriarcal e escravocrata, transferimos aos cargos republicanos conteúdos aristocráticos da monarquia Somos obrigados a falar uma só língua po...

Inesperados

Pode-se matar por engano ou boçalmente, como na guerra e nos radicalismos, mas na morte não há erro. Sem ter retorno ou reparo — ela simplesmente é A semana passada...

Por que não compraram o país?

Não seria mais honesto vender a nação para direita ou para a esquerda quando se revela que há um jogo de compra e venda nos bastidores? Outro dia um jornalista me per...

Sobre boçalidades e brasileirismos

A lei é universal, menos para quem tem prerrogativas, garantias, privilégios e elos com poderosos. Capacidade infinita de singularizar é brasileirismo contra democraci...

O mecanismo

Como conciliar egoísmo e altruísmo; a parte que nos individualiza, com o todo que nos persegue até o fim do mundo? Eu era jovem quando, em Minas Gerais, ouvi a palavra...

A alma do texto

"É mais fácil entender a ‘luta de classes’ do que a solidariedade ou o patriotismo", diz Roberto DaMatta

Na cadeia

Corria o ano de 1983 e esse vosso escriba semanal, então vivendo na velha e permanente pindaíba de professor universitário do Museu Nacional, foi convidado pela então...

Aprisionados

Somos prisioneiros de nossos países, línguas, comidas, dinheiro, leis, ambições e tudo o mais que nos é explicita ou implicitamente infligido pelo teatro da sociedad...

Quando o tempo não passa

Como certas doenças, existem tempos que não passam. São intermináveis como este nosso 2016 — certamente, um clássico desta categoria, próximo do que foi 1968, cel...

Conversa de botequim

Em 1935, Noel Rosa e Vadico inventam um extraordinário samba intitulado “Conversa de botequim”, cuja letra descreve uma série de solicitações — uma “conversa...

O fundo do poço

Para nós, herdeiros da quebradeira lulopetista, o fundo do poço é o teto. É a proposta de emenda constitucional que define até onde o governo pode gastar. Pensando b...

O lado cultural da cultura

Todos temos vários lados. Quando o poeta fala mais alto do que o constitucionalista, damos um passo atrás; ou — quem sabe — à frente. Eu não me espantei quando o ...

Um ritual político

No Brasil, é uma ofensa chamar alguém de “político”, pois “ser político” é ser falso, maquinador, hipócrita e, no limite, desonesto. Quem vive fazendo “po...

Como não comer?

Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza! Disse o engraxado mas impoluto ministro Jaques Wagner, usando um brasileirismo. Com o brio dos comediantes, ele defendia ...

Arrastão

Entre os viventes do “Grande Rio”, arrastão é nome de pescaria e também de uma trepidação social tida como criminosa mas que, como tudo o que ocorre diante dos n...

‘Noblesse oblige’

A nobreza obriga. Ela demanda do nobre, do dono, do empresário e, acima de tudo, dos “políticos” — dos que ocupam cargos públicos temporários e abarrotados de p...

Onde estamos?

Transcrevo, com as omissões devidas, uma carta que recebi do professor Richard Moneygrand. Um estado de transição tem um pouco do agora e do depois sem, entretanto, se...