Sábado, 10 de dezembro de 2016
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5 lições do varejo americano para o Brasil

Com mais de 500 expositores e 30 mil visitantes, o Retail’s Big Show é considerado o principal encontro de varejistas de todo o mundo. Realizado entre os dias 16 e 21 de janeiro na cidade de Nova York, o encontro contou com a presença de Ivan Hussni, diretor técnico do Sebrae-SP, e 80 empreendedores brasileiros convidados pela instituição.

“É um mar de conhecimento”, afirma Hussni, responsável por trazer ao Brasil o que aprendeu nos Estados Unidos. Na oportunidade, afirma ter visto de perto como as empresas norte-americanas trabalham em parceria com outros estabelecimentos das suas regiões.

Nos Estados Unidos, o diretor técnico também ficou responsável por auxiliar os 80 empreendedores que visitaram 22 varejistas norte-americanos das regiões de Nova York e Seattle para conhecer o seu dia a dia de trabalho. “Vivenciar os processos de um varejo que está à frente do mundo foi muito importante para os nossos empreendedores. Eles voltaram com um batalhão de ideias”, afirma Hussni.

Com tantas experiências para compartilhar com o Brasil, essa e outras dicas se tornaram tema de uma palestra voltada para o setor do varejo, que pode ser conferida durante a Feira do Empreendedor SP 2016, que acontece entre os dias 20 e 23 deste mês.

Confira as principais dicas do especialista após a imersão no varejo norte-americano.

1. Crie ações e eventos

Para Hussni, foi interessante observar como os varejistas dos Estados Unidos utilizam o lucro de ações promocionais (como o McDia Feliz, da rede McDonald’s, por exemplo) para investir na sociedade. “Algo que gere envolvimento natural das pessoas.” Uma dica para os empreendedores do setor de alimentação é convidar seus clientes para degustar seus produtos e até mesmo prepará-los com a equipe. “É uma forma de marketing espontâneo do seu negócio”, afirma.

2. Atenção especial para os clientes fiéis

O empreendedor deve conhecer muito bem os seus clientes. Assim, fica mais fácil identificar aqueles que são mais fiéis e as razões para tal. Dessa forma, a empresa pode procurar maneiras para bonificar essas pessoas. “Estar próximo e dar benefícios para quem sempre está com você e o seu negócio são diferenciais muito importantes”, diz Hussni.

Outra ação comum entre os varejos de lá são os descontos graduais para quem compra com frequência. “Uma ideia que pode dar certo aqui.”

3. Pense na comunidade próxima

O empreendedor deve saber que o seu negócio faz parte de um ecossistema. Por isso, o ideal é estar em harmonia com os estabelecimentos e instituições próximos da região ou bairro. Para ilustrar, Hussni diz que conheceu um restaurante em Nova York, no bairro do Brooklyn, que doou US$ 150 para a construção de um playground na escola do bairro. “Um envolvimento que além de fazer o bem também atrai a atenção de novos clientes”, diz.

4. Use a tecnologias ao seu favor

É muito comum na gestão norte-americana utilizar a tecnologia para melhorar a tomada de decisões. Estudar o cliente, controlar o estoque e realizar um bom gerenciamento administrativo são alguns dos campos facilitados por aplicativos e softwares. “O Brasil ainda está atrás em tecnologia, mas isso está mudando. Criar uma cultura também é importante.” Alguns varejistas controlam as metas dos seus funcionários por meio de aplicativos, que mostram o quanto já foi vendido, por exemplo.

5. Invista nos melhores talentos

Outro passo essencial para que o seu estabelecimento tenha sucesso é investir na equipe. “É óbvio que você não vai acertar 100% de primeira, mas se o empreendedor focar em capacitar uma equipe talentosa, o negócio tende a crescer”, afirma o diretor.

Para isso, recomenda-se que o empreendedor consiga reconhecer funcionários que valorizem os produtos da empresa e o propósito de uma marca. “O cliente tem que ser recebido e surpreendido.”

Fonte: “Pequenas Empresas & Grandes Negócios”, 2 de fevereiro de 2016.

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