“A imprensa não pode ser imprensa, polícia e justiça ao mesmo tempo”, diz Guilherme Fiuza

Guilherme Fiuza

Diante de um auditório lotado na Casa do Saber Rio, na abertura do ciclo “Liberdades”, promovido pelo Imil, o jornalista Guilherme Fiuza falou sobre a liberdade de imprensa, o jornalismo na web 2.0, a participação da audiência na divulgação das informações e atuação da mídia na política nacional.

O jornalista analisou a atuação e as dificuldades da imprensa no cenário brasileiro: “A imprensa faz um trabalho de crítica muito forte, no entanto, a atmosfera de crítica que possibilita a mudança dura apenas enquanto há febre na mídia. Isto é, enquanto duram as manchetes. Mas, a imprensa não pode ser imprensa, polícia e justiça ao mesmo tempo.”

O que me atraiu no Millenium foi o direito de livre pensar

Durante o evento, o autor de “Meu nome não é Johnny” lamentou a escassez de espaços como o Imil, que valorizam a livre circulação de pensamentos.  “O Imil se estabeleceu a partir de um conjunto de pessoas que tinha a sensação de que a opinião pública estava perdendo o passo da crítica. O que me atraiu no Millenium foi o direito de livre pensar.”

Fiuza também falou sobre as mudanças na relação entre a audiência e os jornalistas após a difusão da internet. “O consumidor de notícia quer muito participar, e com a internet houve essa revolução maravilhosa. Ninguém é passivo. Dependendo da audiência que você tem são muitos comentários.”

Confira o trecho da palestra e a integra do áudio

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=t0AY7xOz9Wo[/youtube] [display_podcast]

RELACIONADOS

Deixe um comentário

1 comment

  1. Mineiro Carioca

    Senhor Guilherme Fiuza, bom dia e obrigado por pautar pela verdade em busca de um Brasil melhor para todos.
    O que temos vividos é um ‘Circo do Horrores’ de verdade.
    Saudações!