Agenda semanal da economia

Cresce, cada vez mais, entre os agentes, a impressão de que o pior da crise está ficando para trás. Nesta segunda-feira isto ficou ainda mais nítido, mesmo com a ressaca da semana anterior, quando o Ibovespa chegou a fechar em queda de 4,6% num momento de “realização”. O dia foi de Ibovespa em forte alta de 5%, também influenciado pelos vencimentos de opção das blue chips.

Muitos já começam a prever um novo rally de alta no mercado de ações. Nesta segunda-feira vários fatores positivos contribuíram para isto.

No cenário internacional repercutiu favoravelmente o crescimento, pelo terceiro mês seguido, do índice de construção civil norte-americano, mostrando uma melhora “consistente” do setor imobiliário, assim como as declarações otimistas de Timothy Geithner, afirmando que o sistema financeiro norte-americano caminha para a estabilização.

No cenário doméstico, a arrecadação federal acabou recuando 7,1% até abril passado, contra o mesmo período do ano passado, mas a oferta de empregos com carteira assinada, pelo Caged, reagiu mais uma vez.

Segundo o Caged, em abril foram abertos 106.205 postos de trabalho formal, com Serviços liderando as contratações (+59.279 postos de trabalho), seguido por Agropecuária (+22.684) e, por fim, pela Indústria (+183). O estoque de empregos formais avançou 0,33% contra março, para 32.041.756 e, de janeiro a abril foram abertas cerca de 48.454 vagas, número muito inferior aos 848.962 do mesmo período do ano passado.

Para os próximos meses, a tendência é de recuperação do mercado de trabalho, em sintonia com a recuperação da economia brasileira, dado o fim do acúmulo de estoques e a retomada da produção na indústria.

Sobre a agenda desta semana, vários indicadores de atividade e a ata do Fomc nos EUA devem ajudar os investidores a se decidirem por qual trajetória seguir: a de otimismo, com os sinais de retomada que alimentaram o rally de alta da bolsa até a primeira semana de maio, ou a da manutenção da incerteza, que contribuiu com a realização de lucros da semana passada. Pelo comportamento desta segunda-feira, tudo aponta para a primeira opção.

No Brasil, o mercado aguardará os dados essenciais, como a taxa de desemprego em relação ao PEA na quinta-feira e o IPCA-15 na sexta-feira. Deve ser acompanhado também, com uma lente de aumento, dois fatos relevantes a influenciar as expectativas dos investidores. Um será a CPI da Petrobras, e o outro, as negociações para a aprovação da tributação sobre a caderneta de poupança, da qual depende a margem para queda dos juros. Serão divulgadas, ainda nesta semana, as segundas prévias de maio do IPC-Fipe e do IGP-M na quarta e na quinta-feira, respectivamente.

Na agenda externa, como destaque temos as informações sobre o mercado imobiliário. Nesta terça-feira, os dados sobre construção de residências de abril, enquanto na quinta-feira será divulgado o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia. Na quarta-feira sai a ata da reunião do Fomc, haverá uma audiência do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, com o comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado a respeito do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), além de um discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, nesta sexta-feira.

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