Ajuste fiscal é crucial para preservar ganhos sociais

Em mensagem contida no Plano Anual de Financiamento (PAF), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o ajuste de gastos, que já está em curso, é fator importante para a estabilidade monetária e defendeu que o reequilíbrio das contas públicas é crucial para preservar as conquistas no campo da inclusão social já alcançadas. O documento foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 11, pelo Tesouro Nacional.

“O ajuste de gastos já em curso, em consonância com o fortalecimento institucional da Responsabilidade Fiscal no país, se apresenta ainda como importante fator para a estabilidade monetária, de forma análoga aos esforços que antecederam o Plano Real e que acompanharam a consolidação do novo regime de metas de inflação”, apontou o ministro.

Levy apresentou, ainda, a avaliação de que o País está preparado para superar os desafios da atual conjuntura econômica. “Reafirmamos nosso compromisso com a solidez dos fundamentos macroeconômicos do País, tendo a disciplina fiscal e a estabilidade de preços como valores indispensáveis para a sustentação do crescimento e a busca de uma sociedade mais justa e aberta”.

O ministro apontou, ainda, que um dos pilares para o bom funcionamento da economia é o equilíbrio fiscal, com disciplina nos gastos públicos e cumprimento das metas estabelecidas, de modo a assegurar uma trajetória favorável para a dívida pública.

“O equilíbrio das contas públicas será essencial para o desenvolvimento do crédito, o incremento da poupança doméstica e a criação de oportunidades para trabalhadores. A solidez fiscal aumenta a confiança dos agentes na realização de seus projetos, o que, por sua vez, alavanca o emprego e a renda”, defendeu.

Investimento privado – Levy defendeu que a retomada do crescimento será impulsionada por um ambiente que estimule a iniciativa privada. O ministro defendeu, ainda, que em um cenário internacional permeado por incertezas, o Brasil “demonstra solidez ao manter suas reservas internacionais em patamar seguro, tornando o País menos vulnerável a eventuais choques externos”.

Segundo ele, os fluxos de investimento estrangeiro direto permanecem elevados. “Mantém-se a atratividade do País aos investidores domésticos e estrangeiros em portfólio, inclusive com o aumento recorde da participação deste último grupo na dívida pública doméstica. A poupança externa continuará contribuindo, portanto, para o investimento no Brasil”, completou.

O ministro apontou, ainda, que a apresentação do PAF 2015 reforça o compromisso do governo com a credibilidade das instituições e a transparência na gestão pública. “Com isso, reafirmamos nosso empenho em conduzir a política econômica de forma responsável e em linha com as exigências de uma democracia, de forma a se promoverem as transformações necessárias à melhora sistemática do bem-estar de nossa sociedade”, concluiu o ministro.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 11/02/2015.

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