Aneel vota esta semana alta do preço da energia

Entre os itens a serem considerados está o aumento de 83% da bandeira tarifária e a revisão extraordinária da tarifa das distribuidoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai realizar uma reunião extraordinária nesta quinta ou sexta-feira para aprovar a proposta de orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2015; um novo aumento das bandeiras tarifárias, que passa a vigorar a partir de março; e a revisão tarifária extraordinária para as distribuidoras de energia. A informação foi dada pelo diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. A expectativa do mercado é de que estas medidas levem a um aumento importante na conta de luz do consumidor. Até o fim do ano, o preço pode subir até 70% para o Sudeste.

— Esta semana pretendemos fechar as audiências que estão em aberto da bandeira, da definição da CDE, e da revisão extraordinária —disse o diretor-geral da Aneel, acrescento que a revisão extraordinária será bem simplificada, incluindo aspectos específicos (CDE, aumento de Itaipu e leilões de ajuste).

A CDE é a conta que subsidia, por exemplo, a tarifa de baixa renda e o Luz para Todos. Para cobrir o valor deste ano, que será muito alto, será necessário fazer uma revisão extraordinária da tarifa.

A proposta do orçamento da CDE, fundo que é pago por todos os consumidores de energia, publicada para audiência pública, foi de R$ 23,21 bilhões. No total, as despesas da CDE este ano chegam a R$ 25,96 bilhões, enquanto as receitas são apenas de R$ 2,75 bilhões. Por isso, as cotas que precisarão ser arrecadadas chegam a R$ 23,21 bilhões. Diferentemente dos anos anteriores, não haverá nenhum aporte do Tesouro, que não quer comprometer as contas públicas.

O novo valor da bandeira tarifária vermelha para o ano de 2015, publicado para audiência pública, passa de R$ 0,03/kWh para R$ 0,055/kWh para a bandeira vermelha, um aumento de 83%. Com o sistema das bandeiras tarifárias as contas de luz podem ter aumentos mensais se a bandeira for vermelha ou amarela.

Fonte: O Globo

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