Apesar das cotas, classes C, D e E não cresceram nas universidades

O estudo divulgado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) revela que apesar da adoção de políticas afirmativas e do aumento de vagas, a proporção de estudantes das classes C, D e E nas universidades federais ficou estagnada nos últimos 15 anos.

O relatório conclui que há uma concentração de estudantes das classes A e B, em detrimento das demais. No entanto, a pesquisa que aumentou a parcela de alunos com origem na escola pública, assim como a de pretos e pardos.

O levantamento foi realizado ano passado e contou com a participação de 19.691 universitários (3% do total). A definição de classe econômica seguiu critérios da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).

No ano passado, 50,39% dos estudantes das federais tinham feito o ensino médio única ou majoritariamente em estabelecimentos públicos, ante 45,04% em 1996. Já a proporção de pretos e pardos subiu de 34,2%, em 2003, para 40,8%. O relatório destaca que esse grupo continuava subrepresentado nas universidades federais, pois equivale a 50,7% do conjunto da população brasileira. No caso da escola pública, a desproporção é ainda maior, já que 88% dos alunos de ensino médio frequentam estabelecimentos públicos.

Fonte: O Globo

Leia mais no site do Instituto Millenium sobre cotas nos artigos de Roberta Kaufmann

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