Propostas para aquecimento da economia
são tema de debate

Evento reuniu especialistas do governo, indústria, comércio e do mundo acadêmico

Evento Propostas inovadoras para o RioInvestir mais em atração de atividade intensiva de mão de obra qualificada foi uma das sugestões apresentadas no evento “Propostas inovadoras: Tornando o Rio mais atrativo para os negócios”, realizado na tarde desta terça-feira, dia 26 de maio, no Centro do Rio de Janeiro. Ela foi defendida pelo economista e especialista do Instituto Millenium, José Márcio Camargo, no evento gratuito que contou com a participação também do secretário da Fazenda do Estado, Julio Bueno; do vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Fernando Gross; do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Antenor Barros Leal. A mediação foi realizada pela empreendedora Paula Guedes.

O debate promovido pelo Instituto Millenium, Instituto de Formação de Líderes e pela ACRJ também recomendou outras iniciativas. Para Camargo, setores ligados à saúde, educação e serviços de alta qualidade são todos de mão de obra qualificada e deveriam ser atraídos para a região do triângulo mágico, a área do Rio de Janeiro que vai de Paraty a Búzios, passando pelas regiões serrana e metropolitana. Segundo ele, um dos projetos mais importantes para essa região seria a despoluição da Baía da Guanabara. “O Rio seria outro se a Baía fosse limpa. Desse ponto de vista, caminhamos na direção oposta a transformá-lo em um grande centro de negócios”.

Em relação às isenções tributárias que também ajudam a alavancar a economia, Julio Bueno explicou que o Rio tem criado nos últimos anos condições vantajosas e, por isso, atraiu muitos investimentos. “O Rio entrou na guerra fiscal muito tarde”, disse, acrescentando que, na medida em que o Brasil voltar à normalidade, o Rio torna a crescer. Segundo ele, se comparado aos demais estados, apesar de seus problemas, o Rio ainda tem infraestrutura, energia e outras características em melhores condições. Ele destacou que o estado atraiu 18 centros de pesquisa nos últimos anos e explicou que algumas mudanças tributárias dependem de medidas federais.

Carlos Fernando Gross relatou as dificuldades da economia no Rio ao enumerar alguns dos pontos como logística, mobilidade, energia e burocracia excessiva. Apesar disso, ele se mostrou otimista. “O Brasil já ultrapassou momentos muito difíceis. Vai ultrapassar mais esse”, disse.

O presidente da ACRJ defendeu menos intervenção do estado na economia. Ele acredita que o setor privado é mais competitivo e produtivo do que o público. “Quanto menos Estado, melhor”, concluiu.

Sobre o IFL

O Instituto de Formação de Líderes (IFL) é uma entidade sem fins lucrativos ou compromissos político-partidários, integrado por jovens empreendedores dos mais variados segmentos, em Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. A instituição tem por finalidade incentivar e preparar novas lideranças baseadas em valores sólidos e em competências de gestão. Uma das principais atribuições do IFL é a formação de lideranças com capacidade empreendedora.

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