AIR aprova missão especial à Argentina diante das ameaças ao Grupo Clarín

Representantes de emissoras de rádio e televisão das Américas, Ásia e Europa estão reunidos na 42ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), em Montevidéu, no Uruguai, para discutir questões como liberdade de imprensa, assassinatos de jornalistas, atentados e outras ameaças aos veículos de comunicação e as ações do governo argentino contra os meios de comunicação do país. A assembleia foi iniciada no domingo, 28, e vai até o dia 31 de outubro. Um dos principais temas do encontro é a situação da liberdade de imprensa nos países representados pela AIR.

No primeiro dia, foram realizadas reuniões do Conselho Diretivo e do presidente Luís Pardo Diniz com os presidentes das delegações sobre as resoluções de cada país. A abertura oficial foi realizada na segunda-feira, 29, com a conferência “Protegendo a liberdade de expressão na era digital”, a cargo do presidente da National Association of Broadcasters (NAB), Gordon Smith, convidado especial para o evento. Também na segunda-feira, chefes de Estado e autoridades de países da América Latina expuseram como lidam com o papel da radiodifusão no exercício da democracia no painel “Radiodifusão, Liberdade de Expressão e Democracia”.

Nesta terça, 30, empresários de rádio e televisão de diversos países aprovaram o envio de uma missão especial da AIR a Buenos Aires no dia 7 de dezembro. A sugestão foi apresentada pela delegação brasileira. Neste dia, termina o prazo anunciado pelo governo da presidente Cristina Kirchner para que empresas de mídia do país cumpram a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. Conhecida como “Lei de Meios”, a norma proíbe grupos de comunicação de manterem mais de uma emissora de TV na mesma praça.

A medida forçará o Grupo Clarín a se desfazer da maior parte dos 240 canais a cabo, quatro abertos e 10 emissoras de rádio de sua rede. “As condições de liberdade de imprensa têm se deteriorado muito na Argentina, e isso nos preocupa não só pela ameaça a jornalistas e veículos de comunicação daquele país, mas pelo risco de contágio em outros países da região”, afirma o vice-presidente do Comitê Permanente de Liberdade de Expressão da AIR e presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert), Daniel Slaviero.

Nos dias 30 e 31, cada delegação apresentará seu relatório denunciando casos como assassinatos de jornalistas, atentados e outras ameaças aos veículos de comunicação.  O Relatório Liberdade de Imprensa 2011/2012 do Brasil será apresentado pelo presidente da Abert e vice-presidente do Comitê Permanente de Liberdade de Expressão da AIR, Daniel Slaviero. A Associação Internacional de Radiodifusão tem como vice-presidente Paulo Tonet Camargo (Globo) e como presidente do Comitê Jurídico Permanente, Alexandre Jobim (RBS), ambos conselheiros da Abert.

Fontes: “O Globo” e  Abert

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