Bandeira tarifária será vermelha em fevereiro

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Conta de luz vai ficar R$ 3 mais cara para cada 100 quilowatt/hora (kW/h) consumido

A bandeira tarifária será vermelha em fevereiro para todos os quatro subsistemas de energia do país – Sudeste/Centro-Oeste (regiões Sudeste e Centro-Oeste, Acre e Rondônia); Sul (região Sul); Nordeste (região Nordeste exceto o Maranhão) e Norte (região Norte, exceto Pará, Tocantins e Maranhão). Com isto, a conta de luz vai ficar R$ 3 mais cara para cada 100 quilowatt/hora (kW/h) consumido. O anúncio foi feito na sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Este mês, a bandeira tarifária também foi vermelha para todas as regiões do país.

O sistema de “bandeiras tarifárias”, começou a valer em janeiro deste ano. Com este sistema, as contas de luz podem ter aumentos mensais se a bandeira for vermelha ou amarela. Ele funciona como um sinal de trânsito: quando a bandeira é vermelha, o consumidor paga R$ 3 a mais por cada 100 kW/h; se for amarela paga R$ 1,50 por 100 kWh; e caso a bandeira seja verde, a fatura não sofre nenhum custo adicional. Em uma casa com consumo mensal de 200 kWh, por exemplo, se a bandeira é vermelha, a conta de energia fica R$ 6,00 mais cara. O consumo médio de uma família é de 150 kWh, o que significa que com a bandeira vermelha ela tem um acréscimo na conta de luz de R$ 4,50.

A conta do consumidor precisa ter a informação de qual é a bandeira tarifária do mês e qual o valor total por caso do sistema que terá que ser pago. A divisão das bandeiras é feita por região, uma pode ter bandeira vermelha e outra verde, porque teve mais chuvas. Nos estados do Amazonas, Amapá e Roraima não funciona o sistema de bandeiras tarifárias porque eles não estão interligados ao sistema elétrico nacional.

Os recursos arrecadados com a bandeira tarifária são utilizados pelas distribuidoras para pagar os custos com a compra de energia no chamado mercado de curto prazo. É uma espécie de adiantamento que o consumidor faz as empresas. A estimativa era de que o valor arrecadado em janeiro ficaria em torno de R$ 800 milhões.

Fonte: O Globo

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