Sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
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Brasil cai no ranking global de desenvolvimento humano da ONU

O Brasil perdeu uma posição no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2014, ficando na 75ª posição, de acordo com informações da Folha de S.Paulo. Essa é a primeira vez que o país é rebaixado desde 2010. No total, são classificados 189 países com base em três indicadores: saúde, educação e renda.

O terceiro indicador foi o que fez o Brasil cair de posição. Em 2014, a rende anual per capita do brasileiro baixou de US$ 15.228 para US$ 15.175, um recuo de 0,23%. O rebaixamento não reflete, ainda, o agravamento da crise deste ano, e sim, a estagnação econômica de 2014.

O índice do IDH é medido por uma equipe do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), e varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade de vida da população. O primeiro lugar da lista ficou com a Noruega, seguida da Austrália, Suíça, Dinamarca e Holanda.

O Brasil ficou atrás do Sri Lanka. A Venezuela, que encara problemas de inflação, ficou na frente na 71ª posição. Em último lugar na lista aparece o Níger, na África.

A coordenadora do relatório da ONU no Brasil, Andréa Bolzon, diz que a crise enconômica que o Brasil passa em 2015 impactará os resultados que serão divulgados no ano que vem. “A queda do ranking tem a ver com o ritmo de crescimento do país”, afirma.

Já em relação a expectativa de vida e a escolaridade, o Brasil continua crescendo desde 1990. O tempo que o brasileiro passa na sala de aula, comparado há 24 anos, subiu de quatro anos para sete. A expectativa de vida também aumentou: de 65 para 74 anos.

O relatório do IDH da ONU também destaca o sucesso do Bolsa Família, programa social do governo, e recomenda que ele seja replicado em outros países.

Mulheres ganham 24% a menos que homens

No cenário global, as mulheres representam 52% da força de trabalho, os homens são 48%. Apesar disso, quando o trabalho das mulheres é remunerado (muitas vezes ele pode ser não pago, como o doméstico) elas ainda recebem 24% a menos que os homens.

Na América Latina, mais da metade das empresas não tem nenhuma mulher em posição de gerência. “Promover mulheres a cargos notórios de categoria superior, que envolvam responsabilidade e tomada de decisões nas esferas públicas e privada, e fomentar a participação dos homens em profissões em que tradicionalmente predominam as mulheres pode contribuir para a mudança de mentalidade”, diz o documento do Pnud.

Fonte: Época, 14/12/2015

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