Os brasileiros não avançaram no nível de proficiência em inglês, no ano passado. Em ranking divulgado pela empresa de educação internacional EF (Education First), o Brasil manteve a 38ª posição entre 63 países avaliados.

O país mais bem avaliado foi a Dinamarca. Na outra ponta, o Iraque, com o nível mais baixo de fluência em inglês.

O índice de proficiência no Brasil caiu um pouco, de 50,07, no ranking divulgado em 2013, para 49,96, nesta recente edição. O nível de inglês dos brasileiros é considerado baixo, pior do que o de vietnamitas, peruanos e equatorianos, por exemplo.

Desde 2010, brasileiros conseguiram apenas uma evolução de 2,69 pontos, saindo de um nível muito baixo de fluência no idioma para um nível baixo de proficiência.

Para classificar os países, a EF utiliza dados de exames de 750.000 alunos maiores de 18 anos que fizeram exames de inglês em 2013.

Segundo Vera Bianchini, coordenadora pedagógica da Fisk, há uma influência econômica que explica os resultados brasileiros.

“Uma boa parcela da população não atinge um nível de proficiência mais alto por considerar necessário para seu cotidiano somente o ‘inglês básico’, de emergência, para situações que dispensam conhecimento mais profundo”, diz.

Quem chega ao nível avançado, diz a coordenadora pedagógica, é quem tem objetivos específicos: trabalhar em multinacional, atuar em cargos em que o idioma é necessário, viajar, estudar ou morar no exterior.

No entanto, Vera diz que a expectativa era de alguma melhora, já que, em 2013, os brasileiros se preparavam para sediar a Copa de 2014.

“Todos imaginavam que, antes da Copa do Mundo, haveria maior interesse no aprendizado da língua inglesa. Isso não aconteceu e o brasileiro em geral utilizou conhecimentos básicos no inglês e a tecnologia como aliada, com o uso de aplicativos”, afirma.

E, se, na Copa, a Argentina foi melhor do que o Brasil no futebol, nesta disputa, os argentinos ganham de lavada do Brasil. Nossos vizinhos estão 15ª posição, com índice de proficiência considerado alto.

Fonte: Exame.

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