Sábado, 10 de dezembro de 2016
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Brasil é pior que a média da América Latina em formar e aproveitar profissionais

O Brasil tem desempenho abaixo da média da América Latina no aproveitamento do potencial de trabalho de sua população, segundo uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial. O país caiu para a 83ª posição no ranking global de capital humano, divulgado nesta terça-feira. Caiu cinco posições em relação ao ano passado e 26 posições na comparação com 2013, ano em que o indicador foi criado. Os grandes países latino-americanos caíram em relação aos de outras regiões do mundo, principalmente do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.

O ranking integra o Relatório sobre Capital Humano (Human Capital Report), que mede como 130 economias educam, treinam e aproveitam a capacidade produtiva de seus cidadãos ao longo de toda a vida.

O relatório aponta que, apesar de o Brasil figurar como a principal economia da América Latina, seu desempenho no desenvolvimento do capital humano está entre os piores da região. O país fica atrás de Cuba, Chile, Panamá, Equador, Argentina, Paraguai, Barbados, Costa Rica, Colômbia e México. Segundo os pesquisadores do Fórum, o Brasil costumava apresentar um desempenho acima da média dos países latino-americanos. Contudo, ao longo dos últimos três anos, caiu para baixo da média regional. Chile e Argentina são duas economias relevantes que, de acordo com o relatório, possuem fraquezas e forças similares, em especial no desempenho educacional. Na lógica do estudo, ambos aproveitam mais de 70% do potencial produtivo de sua população. O Brasil fica em 64%. Os países no topo do ranking, Finlândia, Noruega e Suíça, aproveitam mais de 85%. O Japão, na quarta posição, tem grandes chances de avançar se conseguir reduzir as diferenças salariais entre homens e mulheres, de acordo com o estudo (confira abaixo alguns países no ranking).

O Índice de Capital Humano (ICH) tem como base quatro pilares: educação, saúde/bem estar e emprego/força de trabalho, os fundamentais, além de “ambiente de oportunidade”, que considera pontos como o arcabouço legal e a infraestrutura disponível, que facilitam ou dificultam o uso da capacidade dos cidadãos. O melhor resultado do Brasil é o de educação de jovens de 15 a 24 anos, em que o país figura em 59º lugar no ranking, com um índice de aproveitamento de 69%.

RANKING — ÍNDICE DE CAPITAL HUMANO 2016

Posição atual entre 130 países – País (Posição em 2015 entre 124 países)

1 – Finlândia (1)

2 – Noruega (2)

3 – Suíça (3)

4 – Japão (5)

5 – Suécia (6)

24 – Estados Unidos (17)

36 – Cuba (não participou)

51 – Chile (45)

56 – Argentina (48)

83 – Brasil (78)

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