Burocracia e infraestrutura são principais empecilhos para exportação

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou na última quinta-feira, dia 5 de setembro, a 2ª edição do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio. O estudo, realizado com 303 empresas fluminenses que atuam nos setores de exportação e importação, apontou que a maioria dos empresários (71%) considera que há entraves para o comércio exterior.

Para 26,3% dos entrevistados, a burocracia alfandegária ou aduaneira é o principal empecilho, seguida pelos problemas de infraestrutura portuária, aeroportuária e rodoviária (16,9%) e pela taxa de câmbio (8,8%). A maioria dos empresários (81,6%) considera que, caso esses entraves fossem superados, haveria a possibilidade de crescimento das exportações. Além disso, segundo 22,8% dos empresários, o governo deveria combater a burocracia prioritariamente.

As empresas citaram os órgãos que mais afetam a competitividade, sendo a Receita o principal, com 43,3%. Os empresários mencionaram que a Argentina e a Venezuela são os países em que encontram mais dificuldade no processo de exportação. Os tributos, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), também foram lembrados como uma ameaça à competitividade exportadora.

O estudo da Firjan apresenta ainda um balanço da atuação do Rio de Janeiro no comércio exterior. Em 2012, o estado aumentou sua participação nas exportações do país, respondendo por 11,9% do total. O Rio somou US$ 28,8 bilhões em exportações, crescimento de 44% em relação a 2010, e US$ 20,4 bilhões de importações, alta de 23% no mesmo período de comparação.

Confira os resultados do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio [PDF].

*Instituto Millenium com informações da Firjan

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