Do camarote quase não dá para te ver

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A má distribuição de renda foi um dos assuntos mais discutidos de 2014 graças à publicação do improvável bestseller O Capital no Século 21 (Intrínseca), do economista francês Thomas Piketty. Mas o debate ficou concentrado basicamente na desigualdade entre diferentes países ou, no máximo, entre ricos e pobres dentro de um mesmo país. Agora, um levantamento feito por dois analistas mostrou que a tensão provocada pelas injustiças sociais também pode se manifestar em espaços de poucos metros quadrados.

Um funcionário em início de carreira no McDonalds, por exemplo, precisa trabalhar quase sete meses para ganhar o mesmo que o CEO da companhia ganha em uma hora. Para mapear outros casos como esse, os pesquisadores Sorapop Kiatpongsan, da Universidade de Chulalongkorn, na Tailândia, e Michael Norton, de Harvard, decidiram comparar a diferença entre os salários de presidentes de companhias de 16 países e seus funcionários.

Como a desproporção foi ainda maior do que eles imaginavam, os dois decidiram dar um passo adiante e compararam a diferença real com a diferença considerada “ideal” por milhares de entrevistados nos mesmos países. O resultado, dizem Kiatpongsan e Norton, sugere que “ao contrário do que muitos acreditam, não são só os pobres e os esquerdistas que desejam uma maior igualdade entre os salários”.

Fonte: Revista Galileu, 4/02/2015

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