Sábado, 10 de dezembro de 2016
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Carga tributária pode chegar a mais da metade do preço dos produtos juninos

As quermesses típicas do mês de junho poderiam ser muito mais festivas se não fosse a alta carga tributária embutida no preço dos produtos consumidos nesta época, conforme levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT. Os itens mais tributados são as bebidas, como o quentão, que tem 61,56% de tributos, o vinho quente, com 54,73% e o refrigerante, nas versões lata (46,47%) e garrafa (44,55%).

Nos quitutes mais consumidos na festa junina, a incidência tributária é de 36,54% na cocada, paçoca, pé de moleque ou amendoim; 35,38% na canjica; 34,99% na pipoca; e 24,07% no pinhão.

O Fisco também levará sua parte de tributos nas vestimentas típicas. Os encargos chegam a 34,67% na camisa xadrez e no vestido, 33,95% no chapéu de palha e 36,17% na bota de caubói.Os fogos de artifício também possuem elevada incidência tributária de 61,56%.

“Se o valor destinado ao pagamento de impostos não fosse tão alto, e repassado no preço dos produtos, certamente o consumidor brasileiro poderia aproveitar melhor as festividades desta época do ano, comprando mais ”, afirma o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Produto e carga tributária

Amendoim- 36,54%

Camisa xadrez- 34,67%

Canjica- 35,38%

Chapéu de palha- 33,95%

Cocada- 36,54%

Refrigerante (lata)- 46,47%

Refrigerante (garrafa)- 44,55%

Vestido típico- 34,67%

Pé de moleque- 36,54%

Pipoca- 34,99%

Fogos de artifício- 61,56%

Fubá- 25,28%

Milho cozido- 18,75%

Pinhão- 24,07%

Quentão- 61,56%

Vinho- 54,73%

Fonte: IBPT

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