Cesta básica mais cara na maioria das capitais

O valor da cesta básica aumentou no mês de abril em 17 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (07/05), pelo Dieese, as maiores altas foram registradas em Campo Grande (6,05%), no Rio de Janeiro (4,51%), em Natal (3,98%) e João Pessoa (3,98%). A única capital pesquisada que apresentou queda no preço no conjunto de bens alimentícios foi Manaus (-1,73%).

No mês passado, segundo a pesquisa, a cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, com o valor médio de R$ 387,05. Em segundo lugar aparece a capital do Espírito Santo, Vitória, com R$ 376,46, seguida pelo Rio de Janeiro: R$ 374,85. Já os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 281,61), João Pessoa (R$ 299,90) e Natal (R$ 300,73).

No acumulado do ano até abril, o Dieese apurou que todas as capitais acumulam alta no preço da cesta básica, que variaram entre 3,30%, em Manaus, e 17,41%, em Salvador. Em São Paulo, no ano, a alta acumulada é de 9,28%.

A alta generalizada também se repete no resultado acumulado dos últimos 12 meses. Segundo o Dieese, entre maio do ano passado até abril, as maiores altas no período foram identificadas em Aracaju (18,30%), Salvador (14,60%), Goiânia (11,74%) e João Pessoa (11,01%). Já as menores altas se deram em Belo Horizonte (1,71%) e Porto Alegre (2,67%). Nos 12 meses, São Paulo registra alta de 8,16% no preço dos itens essenciais.

Salário mínimo

O Dieese também calcula na pesquisa mensal o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família. Pelos cálculos do Dieese, em abril, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.251,61, pouco mais do que quatro vezes o atual salário mínimo atual, de R$ 788,00. Em março, o mínimo necessário era um pouco menor (R$ 3.186,92). Já em abril do ano passado, de acordo com o Dieese, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 3.019,07, também um pouco mais de quatro vezes ao atual na época, de R$ 724,00.

Fonte: Época.

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